ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

QUANDO A GENTE AMA É ASSIM ( UMA HISTÓRIA DE AMOR )


( IMAGEM estrelandor7.com )
Quem ama é atrevido
nada é proibido.
Não existe hora ou lugar
quando o verbo é amar.
Foi assim que aconteceu
certa noite, o amor entre você e eu.
Tudo parecia dar errado,
horas passando, carro quebrado.
Desejo nos olhos, nos poros
querendo aflorar.
Não, nada impede um casal de se amar...
pois o amor fica latente dentro da gente....
meio animal, até anormal,
quem pode segurar?
Rua quase deserta, passando um ou outro,
mas para nós os outros eram apenas os outros.
Escada escura,
mentes claras,
os dois sabiam o que queriam
um ao outro se queriam.
- “Não temos para onde ir”, disse você meio tensa
- “Ir para aonde e pra quê, se o amor está aqui?”, respondi.
Para quem ama tudo compensa
Que cama que nada, que quarto que nada,
nosso amor aconteceu ali mesmo
nos degraus daquela escada.

sábado, 9 de janeiro de 2010

PRELÚDIO DE AMOR



Que maravilha o fim de tarde
que enxovalha, invade.
A vermelhidão no céu... não é por acaso
ao contrário de quando eu desenhava em folhas de papel.
O sol me dando “tiau” dizendo que ocaso não é o fim
é o prelúdio do amor que se renova em mim.
Ele me diz que volta amanhã, logo de manhã
trazendo na brisa um cheiro de hortelã.
Brincando entre nuvens, lá vem a lua elegante
num outro instante me dizendo “olá”.
Ela vem com seus raios, meus lençóis clarear.
É tão bom quando ela vem.
Eu, simpático, enfático, digo “olá” também.
Estrelas coadjuvantes parecem valsar em torno da lua,
em conjunto clareiam minha rua
tornando-a mais bela ainda.
Ah, como a noite está linda!
Merece até uma prece.
Enfim amanhece...
Sinto-me um girassol sob esse arrebol
de tão perfeito dia.
Parece que Deus me fez uma poesia.
Como são belos, o rio, a montanha, as borboletas
os lírios no campo, as violetas.
E o que dizer desse cheiro de jasmim?
A vida me chama e eu digo SIM.
Como é lindo esse viver!
Que fica ainda mais lindo
porque posso amar você

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

EU E A BIGORNA


Não me lembro quantos anos tinha, talvez uns dez. Eu era mesmo um menino diferente. Brincava como todos normalmente, ou até mais. Era eu quem puxava ou criava as brincadeiras. Era eu quem separava as brigas. Mas vez em quando eu sumia. Os coleguinhas cobravam meu sumiço. Hoje penso. Tão novinho e às vezes tão pensativo como se fosse um adulto em corpo de criança. Houve uma inversão. Agora, às vezes me sinto uma criança em corpo de adulto. Será alguma espécie de bipolaridade? Eu não tenho bipolaridade. Devo ter poli... rs rs. Esse é assunto do momento na psicanálise. Engraçado como a ciência gosta de inventar pano pra manga. Amanhã criam outra teoria e apagam tudo. Não creio muito nisso de bipolaridade. Existem momentos extremos opostos, que nós todos, humanos que somos, estamos sujeitos. O negócio é que as pessoas não assumem o que são, escondem seus anjos e/ou dragões. De vez em quando um aflora e surge o termo ‘bipolar’. Ainda farei um texto só sobre isso. Numa escolha rápida, prefiro meu EU de agora. Melhor ter uma criança habitando na gente que ser um adulto precoce. Infância é para brincar. Voltando ao assunto. No fim do bairro havia um grande abismo, onde descíamos de carrinhos de rolimã. Eu vivia com as pontas dos dedos esfoladas. Sentava sozinho na beira daquele abismo onde ao longe avistava o grande rio e depois dele, a floresta. Quantas vezes eu fui dentro da floresta mentalmente. Gostava de ficar cantando baixinho, falava com Deus, escrevia coisas na areia. Aprendi a ser privado de algumas coisas materiais, de belos brinquedos... mas não a ser acomodado. Nem de ficar em lamentações. Mas a gente não é de ferro e principalmente criança, tem hora que quase sucumbe. Ou fica triste. Só que graças a Deus, desde novo sempre tive capacidade grande de me recuperar. No outro dia estava jogando bola na chuva. Duas coisas boas de se fazer na chuva. Jogar bola e beijar. Jogar, joguei muito. Meus pais eram dois opostos que davam certo. Ele festeiro, sanfoneiro, ganhava pouco, mas estava sempre com riso na cara. Isso mesmo. Cara. A gente não vai pra guerra com o rosto, mas com a cara. A cara é a nossa valentia, nossa teimosia. E minha mãe, muito honesta, tímida, pessoa simples, humilde, mas não humilhada e fervorosa em Deus. Acabei pegando um pouco dos dois.
Num desses dias de viagem introspectiva, disse não a todos os coleguinhas. No quintal de casa tinha uma bigorna. Estava com muita raiva naquele dia. Não raiva de ‘ódio’, acho que indignado com toda uma situação e condição. Peguei uma pequena, mas pesada marreta para meus bracinhos magros e sentado de frente, comecei a bater na bigorna. Comecei devagar. Fui aumentando. A marreta tilintava, saíam faíscas. Alguém gritou lá de dentro, não sei se uma de minhas irmãs, mãe ou tias. “Larga essa marreta, menino. Vai machucar, quebrar o braço, vai bater isso no pé”. Aí bati mais forte ainda. Gritaram de novo brincando . “O que quer fazer com a bigorna? Quebrar?”. Pensei. “Pode até não quebrar, mas vou deixar minha marca nela. O tempo passa, a gente cresce. Nunca esqueci aquilo e cada dificuldade, a cada derrota, a cada decepção que sofria com as pessoas, a cena da bigorna vinha à minha mente. Acho que foi um aprendizado de mim pra mim mesmo. Levantei outras marretas e saí amassando outras bigornas por aí.
Um dia desses vi um filme com Will Smith, em que o filho pede para fazer uma coisa e ele diz NÃO. O menino acata muito facilmente. O pai (Will), um empresário falido, se indignou e voltou ao filho. “Nunca deixe que as pessoas lhe digam NÃO FAÇA ISSO. Nem mesmo eu que sou seu pai. As pessoas não vão se preocupar com sua felicidade se você não se preocupar . A sua felicidade não interessa às pessoas, somente a você. Tão somente a você. As pessoas não conquistam as coisas e tentam fazer você acreditar que você também não pode”. O filme é de história verídica e o pai se tornou um dos maiores empresários americanos. Peço licença para parafrasear Drummond, meu ícone máximo na literatura: NO MEIO DO CAMINHO HAVIA UMA BIGORNA.
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SONHA, SONHADOR
Serra, serra, serrador.
Quantas tábuas já serrou?
Serra, serra, serrador.
Até que o pau se quebre ao meio,
mesmo que seja madeira de lei.
Mais forte é a sua lei.
A lei do querer que agita você
Deixe cair
as gotas de suas lágrimas, de seu suor, de seu sangue
que um dia a pedra fura
há uma luz no fim da rua escura.
A vida é um bumerangue
tudo que você joga, retorna
Martela, martela essa bigorna.
Ainda que o cabo se parta
ninguém pode dizer que não tentou.
Sonha, sonha, sonhador.
Quantos sonhos já sonhou?
Nada foi em vão ou perdido.
A pedra furou.
A madeira se partiu.
E a bigorna levará para sempre a sua marca
porque você não desistiu

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O FIM DO DON JUAN


( imagem google )
Vamos encerrar o caso DON JUAN. Vamos matar esse cara. Bem, acho que não fui muito compreendido, embora a grande maioria dos comentários tenham sido divertidos. Tem gente que tem mania de não ler o texto todo e isso é um erro. Eu leio os textos todos, até volto atrás em alguns quando fico na dúvida. Em nenhum momento me chamei de DON JUAN, seria muita pretensão. Como disse, gosto de brincar com alguns personagens. Por exemplo Conde Drácula, Zorro, Mulher Gato. Acho esses personagens bem sensuais. Frisei bem que por minha facilidade de lidar com as mulheres, e aí, citei até minhas irmãs, minha mãe, idosas, alguns brincavam que eu parecia um DON JUAN, cercado de mulheres. Eu levava tudo na brincadeira e dizia. “Eu sou uma ilha, rodeado de mulheres por todos os lados”. Ou. “Calma, gente. Tem pra todas” . Até com minhas irmãs falo isso. É tudo brincadeira, mas até hoje sento no colo delas sim. Devo ter alguma carência de precisar tanto das mulheres. Sempre tive uma no meu caminho. Minhas melhores amizades foram femininas. Um amigo me disse. “Carlos, ou você é gay
ou então é pegador. Só vive cercado de mulheres”. Nem uma coisa nem outra. Só era atencioso com elas e vice versa. Tinha dia que saindo do clube, meus amigos pegavam o último ônibus, eu ficava pra trás porque alguma com medo, me pedia pra levá-la em casa. Eu levava e depois andava uma hora e meia a pé. Tenho sim, sem falsa modéstia, capacidade grande de me adequar às pessoas, principalmente mulheres . E não olho se é bonita, gorda, magra, negra, loira. Sou amigo e pronto. Se vissem minha facilidade com pessoas idosas. Uma senhora me disse uma vez.. “Você bem podia ser meu filho”. Isso, do lado do filho dela, meu amigo. Em contrapartida, minha mãe diz. “O Carlos é um menino muito bom, mas é muito enjoado. Não sei a quem puxou com essa chatice”. Então não sou perfeito, né? Graças a Deus por isso também. Pra encerrar minha possível metidez de ser um DON JUAN, a maioria de meus namoros foram elas que terminaram. Que DON JUAN fraco é esse?
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O FIM DO DON JUAN

Don Juan era um sujeito galanteador, conquistador
parecia um beija-flor
beijava aqui, beijava ali... sem olhar a quem.
Mas todo predador, tem seu dia de presa também.
Foi quando avistou na janela uma linda donzela
e ficou enamorado.
Quem diria,
o grande conquistador, acabou conquistado.
Desde então, Don Juan
não acorda uma só manhã sem pensar nela
e todos os seus galanteios e versos
dentre todas do universo
são somente para ela.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

AINDA SOBRE DON JUAN


( imagem images.teamsugar.com/files )
Bem amigos.Não tive muito tempo ontem. Ainda estou tentando engrenar o ano.. rs rs. Uma hora vai, nem que seja no tranco. É que o ano começou pra mim a todo vapor, muita coisa acontecendo junto e ainda estou me ajeitando pra ele.
Vou dar uma resposta coletiva aos comentários de ontem.
Alguns e algumas disseram que toda mulher deseja um Don Juan, claro, que seja só dela, um amante perfeito, cavalheiro,porque acima de tudo Don Juan é um cavalheiro e é assim que ele conquista as mulheres. E todo homem também sonha ser um DON JUAN, aquele cara arrebatador. Mas ele também sonha, como disse a Luciana do Afrodite, ele não tem as saudades pela manhã, porém todo homem, Don Juan ou não,isso já falando do paquerador incorrigível, sonha sim, de acordar pela manhã com aquela saudade gostosa. Porque um dia cansa e tem hora que dá vontade de deitar no colo de alguém. Até me atribuíram aí um título de MEIO DON JUAN (gostei dessa). No passado já me atriburíram DON JUAN INTEIRO, sinal que estou quieto. Claro que era exagero. Eu falava para as pessoas. "Obrigado por me considerar um título tão nobre, mas não sou nada disso". Como já disse em textos passados, sempre tive relação muito legal com as mulheres, sejam jovens, idosas, brancas, negras, loiras, amigas, mãe, tias, irmãs, professoras, amantes e namoradas, claro. Católicas, evangélicas, espíritas e até uma budista. Essa última, recém chegada ao Brasil, falava muito mal português, eu ensinava nossa língua e ela me dava aulas de budismo, me dava livros, me passava lindos textos orientais... e conselhos também. Todas as mulheres que conheci me davam conselhos. Sei lá por que motivo. Então sempre foi assim. Vivia rodeado delas e todos pensavam que eu pegava todas. Era nada disso. Em síntese, ainda falando de textos antigos, conquistei muito mais amigas, admiradoras, que amantes. E cavalheirismo é quase uma obrigação. E terminando sobre o poema DON JUAN, essa história tem segunda parte. Vocês já imaginaram DON JUAN, o grande conquistador, sendo conquistado? Pois é, vocês já me conhecem e sabem que gosto de brincar com esses personagens. Pois me aguardem. Um abração a todos

PS: Vocês blogueiros são demais.Por isso amo a todos(as).Eu estava meio sem inspiração, não sabia o que postar e pronto... vocês me atiçaram com seus comentários e saiu este pequeno texto.

PS: Posso não ser um DON JUAN, mas que sou mais bonito que esse da foto, sou. E modesto, né? rê rê

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

DON JUAN


( imagem google )
Entre gueixas e sereias,
o desejo de incendeia num simples toque de lã.
Não escolhe, acolhe...
proibidas, comprometidas e donzelas.
No galanteio no ouvido te revelas.
Teu nome é Don Juan.
Quem é esse moço
que sabe ser amado e amante?
Dos cavalheiros, o mais elegante.
Que envolve, que absorve.
Que resolve os anseios delas.
Há suspiros em todas as janelas.
Quem és tu Don Juan?
O que trazes nessa flor?
Uma teia perigosa ou a certeza do amor?
O que queres dessas mulheres
que afloram, se desfloram no teu toque leve como brisa da manhã?
Tuas palavras inebriam mais que o vinho de tua taça
e quando a vontade passa, recomeças o vai-e-vem.
que sabes como ninguém.
Quem és tu Don Juan?
O que trazes em tua maçã?
Todas sabem a resposta:
Noites inesquecíveis... e saudades de manhã

sábado, 2 de janeiro de 2010

O MINEIRIM APAIXONADO E O CIENTISTA


( imagem google )
Discurpa, seu dotô
num vim aqui para brigá
respeito seus diproma na parede,
mas eu tenho sede de saber
do que vi o sinhô falano na tv.
Ara, sinhô falô que essas coisas de emoção
não sai do coração,
que vem de um tar de cérebro que tem uns nerônio,
sei lá o quê.
Intão, o sinhô isprica proquê meu coração
fica uma dorzinha gostosa
quando num vejo minha formosa,
quando tenho sordade dela,
quando alembro dela na janela
isperando eu passá
pra nóis namorá
E quando nóis briga,dotô, é bem pió
aí que meu coração fica com dor.
Discurpa,dotô.
Se o sinhô pensa isso
é proque nunca se apaixonô