ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

CONTEMPLANDO HORIZONTES


Mostre-me o horizonte,
mas não me impeça de voar.
Pra quê um céu tão lindo se for só para olhar?
Mostre-me a estrada,
mas não queira me dizer onde termina ou começa.
Se a estrada é comprida e estreita, eu tenho pressa, é o que me resta.
Se a viagem não for perfeita
ainda assim farei dela uma festa.
Só cale minha boca se for com um beijo... porque tudo em mim é desejo.
Dê-me dois desenhos do mundo
um colorido e outro por colorir
que eu ficarei com o segundo
para pintar conforme meu juízo.
Dê-me lápis e papel que lhe mostrarei o meu céu.
Borracha não preciso,
não tenho nada que deseje apagar.
Se escrevi linhas tortas foi assim que cheguei
como um rio sinuoso que busca o mar.
Não me cobre exatidão... porque tudo em mim é emoção.
Minha poesia não é uma ciência,
é resistência,
escudo contra os dragões desse mundo de terror
é meu jeito de ir pra guerra,
é meu jeito de falar de amor.

Continuo brincando

Ciranda Cirandinha
Eliana
Composição: Eliana / Dj Cuca / Dj Dançante
Ciranda , cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar(2x).

O anel que tu me destes,
Era vidro
e se quebrou.

O amor que tu me tinhas
era pouco e se acabou.

Ciranda , cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar(2x). Por isso dona rosa ; entre dentro dessa roda ; diga um verso bem bonito ; diga adeus e vá embora!
Ciranda , cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar(2x).

O anel que tu me destes,
Era vidro
e se quebrou. Ciranda , cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar(2x). Por isso dona rosa ; entre dentro dessa roda ; diga um verso bem bonito ; diga adeus e vá embora!
Ciranda , cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar(4x).

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Nesta Rua
Nesta rua, nesta rua, tem um bosque
Que se chama, que se chama, Solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei seu coração
É porque tu roubastes o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração
É porque eu te quero tanto bem

Se esta rua se esta rua fosse minha
Eu mandava, eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante
Para o meu, para o meu amor passar

quarta-feira, 1 de abril de 2009

PAVÃO MISTERIOSO (EDNARDO)



Essa música é de um tempo quando havia novelas que prestavam. Como Saramandaia, de 1976 na TV GLOBO, da qual ela foi tema de abertura. Ednardo, cantor e compositor cearense, tem uma carreira muito rica culturalmente.Essa música tem tudo a ver comigo. Escrevi minha ÍCARO MODERNO, a partir dela.
/////
Pavão Misterioso
Ednardo
Composição: Ednardo

Pavão misterioso
Pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse teu voar
Ai se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história
Eu tinha prá contar...

Pavão misterioso
Nessa cauda
Aberta em leque
Me guarda moleque
De eterno brincar
Me poupa do vexame
De morrer tão moço
Muita coisa ainda
Quero olhar...

Pavão misterioso
Pássaro formoso
Tudo é mistério
Nesse seu voar
Ai se eu corresse assim
Tantos céus assim
Muita história
Eu tinha prá contar...

Pavão misterioso
Pássaro formoso
No escuro dessa noite
Me ajuda, cantar
Derrama essas faíscas
Despeja esse trovão
Desmancha isso tudo, oh!
Que não é certo não...

Pavão misterioso
Pássaro formoso
Um conde raivoso
Não tarda a chegar
Não temas minha donzela
Nossa sorte nessa guerra
Eles são muitos
Mas não podem voar...

segunda-feira, 30 de março de 2009

O BLOG É UM DIÁRIO?

Sim. O blog é um diário... com algumas diferenças. Quando eu tinha uns quinze anos eu quis fazer um diário. Como as meninas faziam.Nunca gostei dessa separação. Coisade homem, coisa de mulher. As pessoas ouvem as coisas nas ruas e saem repetindo sem ao menos saber se tem fundamento. Preferem isso a ter opinião própria e assim qualquer meia verdade, vira verdade inteira. Se a televisão falar então. Reclamam liberdade, mas a principal que é pensar, abrem mão. Evidentemente tem os extremos. Tem coisa que é só de homem e coisa que é só de mulher. Sobre o diário, até comecei, mas depois parei por alguns motivos. Eu tinha que deixar escondidinho debaixo do meu colchão para ninguém ver. Pensei até em fazer um pequeno baú para guardar as poesias e meu amigo diário. Morria de medo e de vergonha das pessoas saberem o que pensava, o que vivia, se eu chorava ou o que sonhava. Eu era utópico demais. Mas nunca fui triste.
Então pensei: “Se não é para ninguém ler, não tem sentido eu escrever”. Era engraçado porque no fundo acho que eu torcia sim um pouco para que alguém visse, só que a timidez era maior, então parei mesmo. A timidez me podou muitas coisas. Mas já melhorei isso.
O tempo voou e um dia bateu à nossa porta essa maravilha que é a internet. Acho sim a internet uma maravilha. Como toda ferramenta, só é preciso saber usar.Quantas pessoas boas conheci, embora não as tenha visto. Falo especificamente do blog. Hoje tenho um diário eletrônico chamado blog e é essa a diferença que falei no início: não preciso nem quero esconder. Perdi o medo e a vergonha? O Carlos mudou ou as circunstâncias mudaram? As duas coisas. Hoje, como os amigos blogueiros venho aqui e conto coisas de minha vida. Casos de infância. Casos engraçados. Falei das musas, das damas e prostitutas. Falei de Deus. Falei do mal que nos assola nas esquinas e infelizmente está muito mais nas ruas que o bem. Está porque deixamos. Enfim é minha vida contada num diário eletrônico... e ainda tenho muito a contar. Vou até citar uma música antiga do Ednardo. “me poupe do vexame de morrer tão moço, muita coisa ainda quero olhar”. Gosto muito de meu blog e o trato com carinho, mesmo não sendo um expert. Algumas pessoas diziam: “Você devia ter um blog, pois tem um material interessante”. Luciene, uma amiga professora, me disse: “Quando você começar não vai mais parar”. Ela acertou. E leio muitas coisas boas também, de gente simpática, estilos diferentes, mas estão ali, deixando suas impressões, suas pressões e suas expressões. Gente do Brasil todo e até de fora no meu mapinha. Fico feliz de verdade. E eu, bobo que sou, fico imaginando os rostos das pessoas dos blogs nas cadeiras, lendo e escrevendo. Infelizmente tem uns que não respondem, tem uns ( homens) que só respondem às mulheres, o que me deixa um pouco chateado. Devem ter suas razões. Mas como diz meu amigo ZÉ SOARES: “Se você dá seu carinho e seu amor a uma pessoa e essa pessoa não quer, é ela quem está perdendo, não você”. ZÉ SOARES, é um filósofo e não sabe. Eu chamo de SUPER ZÉ. Por isso eu digo que poesia, filosofia e consciência está muito mais dentro da gente que nas faculdades. Voltando ao blog, é o encontro de dois universos muito ricos: a poesia e a internet. Só não gosto muito da expressão “ virtual”. Tudo bem que é um termo eletrônico, mas “ virtual, pressupõe algo pálido, desprovido de verdade. Algo que é mas não é. Irreal. Então as emoções que sinto lendo textos e poemas na internet, são de mentira? E as emoções que passo também? Não... são de verdade, porque recebo comentários dizendo que gostaram. Se gostaram é porque teve emoção. Se teve emoção não é virtual, é real. Vou citar alguns, não cometendo injustiça com outros que por ventura talvez não cite, para mim todos são iguais. Não sou um astronauta, mas posso ver um “mundo azul”. “Bem pra lá da bruma” encontro uma poesia diferente e “um mágico olhar”.A poesia se renova no jovem J.Blanca. Contemplo “eucaliptos na janela”. Netuno, além do mar, domina as telas. Salamandra, a misteriosa, dá belos toques de luz. Eduardo e Sônia não deixam de deixar um abraço. Mariana, incendeia tudo com seu blog quente. Põe quente nisso. O meu...? Ah, meu blog é só um diário. Um diário aberto, mais feliz, porque agora não preciso mais esconder debaixo do meu colchão as coisas que sinto. O Carlos mudou... para melhor.
Obrigado, AMIGO DIÁRIO.

sexta-feira, 27 de março de 2009

AQUI NASCE UMA FLOR!


( imagem photobucket/silvaniabarros )
Vida maravilhosa!
Instigante e charmosa.
Quando a gente pensa que tudo morre,
ela mesma vem e nos socorre.
Depois de uma noite escura, em claro,
ela nos acena com o milagre de um novo dia
que sempre se repete sem ser exatamente igual. É raro!
E muda toda a cena. É aurora!
O medo que no passado me afligia,
hoje foi embora.

Há muito tempo chorei dizendo:
‘AQUI JAZ UMA FLOR!’,
vendo uma flor pisada, caída
pensando que morria todo o amor
naquela flor esquecida.
Mas meu coração era solo fértil
só era preciso alguém saber regar, cuidar.
E quando mirava um jardim incerto,
em meio a esse deserto
pude ver a imagem do oásis do seu amor
e eu preparo minha viagem para lhe dizer:
AQUI NASCE UMA FLOR!.

quarta-feira, 25 de março de 2009

O SONHO DAS ESTRELAS

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Eu queria ser uma estrela,
aliás sou... e que brilha até.
Mas nesse céu de estrelas
sou apenas mais um,
pois há outras no céu além de mim;
então passo a ser uma estrela comum.
Eu queria ser uma estrela,
mas uma estrela única .
Tão maior, tão melhor...
não por egoísmo,vaidade ou poder,
Apenas para todo o universo ver
o brilho que posso fazer.
Eu queria ser uma estrela única...
tão brilhante que iluminasse as outras estrelas,
que meu brilho tirasse o mundo do escuro.
Brilharia pra clarear pensamentos
pra nesse clarão aliviar os tormentos.
Eu queria ser uma estrela,
mas uma estrela única.
Tão estrela a ponto de ser amado pelas próprias estrelas.
que todas elas me vissem, me sentissem.
Êta sonho difícil, impossível talvez
porque as pessoas não têm muito tempo de olhar para o céu ,
pois estão todas preocupadas em serem estrelas.

quinta-feira, 19 de março de 2009

OUTONO EM MIM


( imagem- isabelfilipe.artedesign.blogspot.com )
Esse outono que chega a mim
é um prenúncio.
É o anúncio de um novo tempo.
Prelúdio de um advento.
Que venha esse vento quase frio
indeciso entre o verão e o inverno
reavivando em mim o fogo interno, eterno
que é viver, que é amar... mas é preciso desfolhar.
Nas folhas que caem e voam, meus desejos e sonhos se sobressaem, ecoam
rumo a você, mulher de olhos claros... de brilho raro.
O outono não é uma estação triste como se pensa.
É renovação, revelação, é preparação para a recompensa.
É preciso e gostoso viver a primavera, o inverno e o verão,
mas antes é preciso desfolhar.
Deixar se perder ao vento, velhos medos, principalmente o de amar.
E eu me preparo para esse outono
fisicamente, psicologicamente, emocionalmente
para fazer por merecer o que vou conquistar.