ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

HOMENS


Homens fazem a história
com vergonha ou com glória
com sangue e paz.
Meio Criador,meio criatura.
Presa e predador.
Guerra e amor.
Acima de tudo sonhadores.
E jogando a moeda do cara e coroa,
do bem e do mal...
veja tudo que eles fazem:

Adão
Caim
Pilatos
Guevara
Napoleão
Lennon
Raul Seixas
Mozart
Nero
Bush
Saddam
Salomão
Evita
Gandhi
Hitler
Judas
Tiradentes
Jesus Cristo…

...e entre eles por que não?...Carlos.

Lá vão eles mundo afora
desde os tempos de outrora
semeando bombas e amores
colhendo feridas e flores.
Compondo sua história,
fortes e fracos,
mas,ainda não sabem dizer
se são homo sapiens ou simples macacos

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

ERA UM DIA COMO OUTRO QUALQUER

Era um dia como outro qualquer. Tudo estava no seu lugar. O asfalto, as árvores. Ainda dava para ver alguns passarinhos e borboletas no ar, apesar da fumaça. As pessoas cumpriam a rotina, andando pra lá e pra cá, em busca de não sei o quê. Buzinas e vozes se confundiam. Carrões e mendigos se distinguiam. O luxo e o lixo dividindo a mesma calçada. Nas lojas, liquidações. Nas ruas, a vida também parecia não valer muito. De um lado um arranha-céu imponente zombava do barraco do outro lado na favela quase tão alto quanto o edifício. Shopping center lotado. Os botecos também. Num só cenário, o trem e o avião. Gente chegando, gente partindo. Gente chorando, gente sorrindo. Gente amando, gente sozinha. O seguro que garante o carrão do doutor, o gás que acaba na hora do almoço preocupando a dona de casa que espera o seu amor. Rimei sem querer. Mania de poeta ou intuição sei lá. Tudo isso colorindo e compondo uma selva de concreto, uma selva de contrastes. Uma selva de um animal frio e estranho chamado homo sapiens. É... a lei da selva é dura. Quem tem a boca maior engole o outro. E domingo vão à igreja rezar. No fim do ano trocam até presentes.
De repente, um rapaz, magro, claro, cabelos enrolados (qualquer semelhança com o autor é mera coincidência), se destacou naquela mesmice selvagem, subindo num pequeno palanque que improvisara. Trajava roupas simples, palavras simples também... e ideias estranhas. Tinha nas mãos um megafone e no peito uma vontade de gritar. Nos olhos parecia carregar um sonho, um brilho diferente. Chamou a todos de irmãos, pedindo atenção aos transeuntes, conseguindo aos poucos reunir um grupo de curiosos à sua volta. E falou muito. Forte e alto. Falou da igualdade entre os homens tão lindamente estabelecida por uma tal de ONU e tão tristemente esquecida pela mesma. Lembrou Luther King e Gandhi. Mas lembrou Hitler também. Citou os heróis como Tiradentes e os covardes também. Mas frisou, não precisamos mais de heróis, precisamos apenas que cada um faça a sua parte. Mandou ver as coisas simples, onde habitam Deus e a felicidade. Mirar o sol, as estrelas, o ar e sentir DEUS. Pediu respeito às crianças. Mandou desligar somente por um dia as antenas parabólicas e ligar as antenas do coração, da sensibilidade. Que as peles são diferentes, mas todo sangue é vermelho. Que pessoas nasceram para brilhar e que o mendigo deitado na esquina é apenas um sintoma de que a sociedade faliu, perdeu para si mesma. Que a paz precisa sair dos slogans e ir direto pro coração, célula-mãe de toda uma sociedade. Que o segredo está no domínio do ego. Falou que a guerra é uma burrice e quem pensa ter vencido também fracassou. Não há paz real se não for geral. E falou, falou e falou... mais e mais. Até ficar rouco.
E tudo permaneceu no seu lugar. O asfalto, as árvores. Os carrões e os mendigos. O shopping estava intacto. O barraco talvez não, porque o barraco morre um pouco a cada dia. Enfim, pessoas "rotinando". Tudo igual.
Ele???
Meia hora depois, estava numa camisa de força, trancado num hospicio.
Acharam mais fácil.

NOTA: A narrativa é fictícia, mas a intenção é real. ( ê juventude! )

domingo, 8 de fevereiro de 2009

O FIM DO DON JUAN

Don Juan era um sujeito galanteador, conquistador
parecia um beija-flor
beijava aqui, beijava ali... sem olhar a quem.
Mas todo predador, tem seu dia de presa também.
Foi quando avistou na janela uma linda donzela
e ficou enamorado.
Quem diria,
o grande conquistador, acabou conquistado.
Desde então, Don Juan
não acorda uma só manhã sem pensar nela
e todos os seus galanteios e versos
dentre todas do universo
são somente para ela.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

QUE MALDADE!


O sapo está tranquilo lá no seu habitat. Despreocupado comendo bichinhos, na beira da lagoa. De vez em quando um coaxar desinteressado, só de rotina mesmo. Porém ele não sabe que esse silêncio inquietante guarda um perigo. A serpente sorrateira, espreita entre as folhagens. Maliciosa e delicada ela evolui entre a plantação, até ficar à meia distância dele.
No primeiro instante ele se assusta, mas mantém uma aparente calma porque ela parece estar longe. Ele pensa que dá tempo de correr. E nessa expectativa de vigiar os movimentos dela, eles se fitam diretamente nos olhos. Ele tenta desviar o olhar... e até consegue. Mas uma tentação, uma atração maior faz com que olhe de novo. Essa indecisão, esse vacilo se repete várias vezes. Olha e não olha. Olha de novo... e vai ficando... ficando... ligado... hipnotizado... magnetizado. O olhar da cobra ganha mais força, mais energia, mais poder sobre a vítima. Com os olhos ela fala... veeeem ... veeeem... veeeem. O sapo não percebe que dá um passo para trás e dois para a frente. Ele não quer ir... mas vai... aos poucos... cair na armadilha sedutora. Duas lágrimas caem de seus olhos pois começa a sentir que não tem mais jeito. Que vontade de voltar! Mas como, se agora não é mais dono de si? E continua evoluindo para a tragédia. Um passo para trás e dois para a frente. O olhar da cobra toma traços quase diabólicos, rindo sarcasticamente da tola vítima. Veeem... veeem. De repente... craaau!!! O sapo é engolido. Lutou, mas não conseguiu.
É mais ou menos desse jeito quando a gente não quer amar uma pessoa... e acaba caindo.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

AMOR POR INTEIRO

Amor é bom quando é inteiro, parceiro.
Pleno, mútuo. Dinâmico, visceral.
Sem limites e restrições.
Revestido de emoção.
Amor pela metade, não é felicidade, é ilusão.
Amor é querer toda hora.
É não querer ir embora.
É dizer mais sim do que não.
Amor, é ficar bobo na frente do espelho
se barbear pensando que é a mão dela.
E ela por sua vez, também retoca o batom
e vai sonhar na janela.
Amor assim que é bom.
Se tornar adolescente novamente.
Sorrir como num parque de diversões,
sonhar o mesmo sonho todos os dias
repetir as mesmas declarações.
É chamá-la de menina e ser chamado de menino também.
É ser fera e cordeiro nos braços dela.
Dormir pensando no novo dia que vem.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

COMO DIRIA DYLAN -ZE GERALDO

Hei você que tem de 8 a 80 anos
Não fique aí perdido como ave
sem destino
Pouco importa a ousadia dos seus planos
Eles podem vir da vivência de um ancião
ou da inocência de um menino
O importante é você crer
na juventude que existe dentro de você
Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos
Nunca deixe se levar por falsos líderes
Todos eles se intitulam porta vozes da razão
Pouco importa o seu tráfico de influências
Pois os compromissos assumidos quase sempre ganham
subdimensão
O importante é você ver o grande líder que existe dentro
de você
Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos

Não se deixe intimidar pela violência
O poder da sua mente é toda sua fortaleza
Pouco importa esse aparato bélico universal
Toda força bruta representa nada mais do que um sintoma
de fraqueza.
O importante é você crer nessa força incrível que existe
dentro de você
Meu amigo meu compadre meu irmão
Escreva sua história pelas suas próprias mãos.

SEMENTE DE TUDO -ZE GERALDO

Eu sou o atalho de todas as grandes estradas por onde passei
Das vilas e pequenas cidades por onde andei
Heranças de casos passados, migalhas do pão consumido
Eu sou a metade de tudo o que você tem sido
Nas ruas no sol de dezembro eu sou o farol e a contra-mão
Da flor que carregas no peito, um simples botão
Sou parte maior desse germe, que prolifera e contamina
Querendo construir morada em você menina
Doce menina (2X)
Eu sou uma parte do pó
Que compõe a estrada de terra
Você é água cristalina lá do pé da serra
Lembranças de noites vividas, num albergue pensão hotel
Mostrando um caminho seguro,
Um jeito de céu
Eu sou uma parte da noite que entra no dia no alvorecer (2X)
Você é a semente de tudo
Eu vivo a partir de voce