Há quase 20 anos, fui apresentado a uma garota, como poeta. Trocamos beijinhos no rosto de praxe e ela ainda segurando minha mão disse: “Oh! Que interessante... poeta! Ainda existem poetas?”. Sei que ela não falou por mal, mas me deixou chateado. Porque sempre tratei a poesia como algo sublime, supremo, dádiva, como o meu maior momento, com muito respeito. Cheguei até a criar uma nova versão de Gênesis, onde Deus fazendo os arremates, pincelando o mundo, incluiu a poesia. Sou repetitivo, mas de propósito, porque gosto de enfatizar isso, a mim mesmo, sobretudo. A poesia sempre foi meu escudo e minha espada, minha terapia, meu véu. Se um artista, compositor ou pintor não respeita a própria arte, quem vai respeitar? Mas no fim acabei concordando com ela um pouco. Eu mesmo não conhecia um poeta sequer, a não ser os grandes nomes dos livros. Cadê os poetas desse Brasil, dessa cidade, desse bairro? Será que a poesia está acabando? Perguntas e divagações alfinetando o coração de um jovem poeta. Será que estou na contramão do mundo e de todos? Por isso que esse mundo está uma porcaria, ninguém gosta de poesia, pensei. Senti-me um pouco solitário ao concordar com ela.
Aos longos dos anos ouvi outras frases desse nível, algumas ingênuas, outras por picardia, mas sempre fui reto nesses trilhos. Por exemplo: “Poesia dá dinheiro?”. Essa doeu. Algumas engraçadas. “Você só faz poesia? Não almoça, não janta, não faz sexo?”. Logo eu que tinha fama de mulherengo. Tinha, não tenho mais. “Sempre quis namorar um poeta pra só ver como é que é”. Teve simpáticas. “Esse é mundo do Carlos. Muito bacana o seu mundo”. Teve românticas também. “Preferi você porque soube que era poeta”. Ano passado teve duas interessantes e recompensadoras. Um rapaz a quem dei um livro me disse: “Eu nunca havia lido um livro antes. Li o primeiro por sua causa”. E outra vez quando sentei numa mesa de um bar do bairro, de um senhor que eu apenas cumprimentava de longe com a mão. Pedi uma cerveja gelada. Ele limpou a mesa várias vezes e disse. “Gelada não. Geladíssima! E a primeira você não vai pagar. Poeta tem que ser bem tratado. O que vi você fazendo naquela praça foi demais. Você merecia ganhar”. Respondi surpreso. “Obrigado, vai entender jurados não é? Mas quem ganhou também mereceu. Quando declamei naquela praça não declamei para os jurados, declamei para as pessoas que estavam assistindo na praça e quando passei entre as fileiras de cadeiras, algumas pessoas me cumprimentando, já foi minha recompensa. A medalha está na minha parede com muito orgulho”.
Com o grande boom da internet no Brasil, talvez há uns dez anos, pude finalmente ver que não estava na contramão de nada. O Brasil está cheio de poetas e isso muito anima meu coração, já não tão jovem, mas igualmente poético. Posso ver tantos blogs, orkuts, sites, comunidades e vejo centenas deles. Falo com alegria porque gosto muito mesmo de poesia. Eu não escolhi a poesia, ela nasceu em mim. Não escrevo assim: “Vou ali escrever uma poesia”. Ela vem de repente e não escolhe hora ou lugar, simplesmente cai no meu colo. Já escrevi em locais e horários estranhos. Algumas saem em cinco minutos. Outras, passeiam na minha cabeça por dias. E não preciso colocar já no papel, posso deixar para o outro dia que não as esqueço, tamanha é a minha ligação com elas. Eu brinco dizendo que se as mulheres têm tpm, eu tenho tpp (tensão pré-poesia). Quando começo a ter insônia, lá vem poesia. Só não fico nervoso, só um pouco recluso, introvertido.
Esse texto é uma homenagem aos amigos blogueiros, não vou citar nomes para não cometer possíveis injustiças, que muito atenciosamente leram e responderam minha primeira carta a eles. Graças a Deus. A poesia está no ar. Fiz esse texto em um momento pra lá de dividido. Encontrei uma irmã de 50 anos que não conhecia e vou abraçar em breve, enquanto meu irmão passa hoje por uma cirurgia muito delicada. Mais paradoxo que isso é impossível. A vida definitivamente não é uma roda gigante... é uma montanha russa. Um abraço a todos.
ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.
CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
A FONTE QUE NUNCA SECA


Uma fonte deliciosamente estranha.
Quando penso que secou... ela se assanha.
Às vezes fica quieta, despretensiosa.
De repente vai à forra, jorra generosa
e me dá um banho de emoção,
regando, tornando fértil meu coração.
Quando penso que já vi tudo,
vivi por tudo, ou morri por tudo,
ela se renova, e põe à prova o que preciso dizer
do meu jeito dúbio de ser.
Cada vez que ela brota e desliza
tudo em mim se ameniza.
Mostra uma aura que me acompanha desde que nasci,
não fui quem escolhi.
E a poesia habita em mim.
Estou falando da inspiração,
da fonte que não tem fim.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
CARTA AOS BLOGUEIROS
Olá,amigos(as). Aliás nem tenho tantos aqui,mas não porque sou instrospectivo,como às vezes eu mesmo me acho. É porque não tenho muita paciência com esse tal de computador. Ou é porque passo maior parte do tempo escrevendo (isso é uma verdade,(faço poesia o dia inteiro,tirando as horas de trabalho,claro, pois nessa hora é quase um ritual de concentração). Ou então é essa tal timidez, essa viagem pra dentro de mim, que me enche o saco, mas sei que já melhorei. Estive pensando: Vejo tantos blogs lindos, coloridos, muito bem ilustrados e às vezes bate até uma pontinha de inveja (odeio essa palavra) porque não sei mexer muito. Vejo todos se elogiando e acho bonito isso. Não sei muito pegar scraps, imagens, mensagens. Mas não sou burro nao, viu? Só impaciente, embora a impaciência seja uma forma de burrice também. Estou dizendo isso aos amigos porque os vejo trocando selos e outros recursos, alguns até me oferecem, mas eu nem sei ir buscar. Não é pouco caso. Já tentei, mas quando vou lá, e vou colar,dá errado,aí deixo pra lá. Meu blog é meio preto e branco, meio sem graça, só tem textos longos, pessoais e talvez não atraia tanta gente, mas tenho certeza que os poucos que vêm gostam e os considero muito. Nem sei porque estou dizendo isso, talvez seja mais uma de minhas bobagens, mas é só pra dizer a todos que não me levem a mal. Nada contra os amantes de imagens e do visual, mas eu me dedico mais às palavras, talvez numa forma de chamar atenção para a pessoa Carlos. Claro que vejo blogs lindos com imagens e textos lindos também, não estou confrontando, imagem contra texto, é porque eu sou mesmo centralizador. Sei que pareço egoista, não no sentido materialista da palavra, mas de me amar ao extremo. Não quero que jamais uma imagem apague a minha imagem. Quero meu texto acima de qualquer scrap, porque dentro do que escrevo estou eu e não sei ser mais ou menos. Estou vivendo um de meus melhores momentos poéticos e gosto de contar a todos e temo que uma imagem se sobreponha ao que escrevo. Sim, porque não escrevo para mim, escrevo para as pessoas. E talvez seja por isso que meu blog é tão preto e branco , para que me pintem, cada um, como quiser. Mas dentro de mim existe um verdadeiro arco- íris. Um abraço a todos.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
O DIA EM QUE FUI CONDENADO

De onde estava, pude ouvir rumores de uma pequena multidão. Pareciam esperar alguma espécie de comemoração, estavam alvoroçados. De sandálias franciscanas pude sentir o chão molhado. O lugar fedia. Eu tinha os olhos vendados, as mãos amarradas para trás. Tentei ouvir alguém próximo de mim, mas estava só. Com o corpo fui tentando descobrir onde estava. Pelo pouco espaço disponível senti que o cubículo parecia uma cela. Fui encostando, me esfregando sem camisa e pude sentir paredes ásperas, mal acabadas, até que esbarrei em barras de ferro. Sim, era um cela. Mas o que eu fazia ali? O que eu teria feito que não me lembrava? Gritei várias vezes: “Tem alguém aí?. Socorro! Por favor, alguém pode dizer por que estou aqui?”. Nada. Só o eco respondia por aqueles corredores. Agachei-me, tive vontade de chorar. Levantei. “Não, chorar não. Chorar é para momentos felizes, emocionantes”. Momentos difíceis é hora de lutar. Mas lutar contra quem ou o quê? Gritei ainda várias vezes sem resposta. Não sei o que incomodava mais. As amarras que doíam cada vez mais que tentava me livrar, a venda nos olhos ou a falta de alguém para me explicar o que eu fazia ali. Muitos minutos depois, ouvi passos firmes, pesados. Pareciam dois. Ouvi barulho metálico como se fossem armaduras medievais. Barulho de chave abrindo a porta. Um disse: “Vamos. Está na hora”. Tiraram-me a venda. Eram mesmo soldados medievais. Olhei em volta, ao fundo... à frente. Eu estava numa masmorra escura e fétida. E foram me levando, um de cada lado. Perguntei desesperado: “Para onde vão me levar? Por que estou aqui? O que fiz?” Sem resposta, eram treinados para não falarem com presos. Preso, eu? “Por quê? Por quê?”. Perguntava insistentemente. No trajeto por aquele grande corredor olhei outras celas, mas todas vazias, pelo menos pareciam, pois estavam escuras. Subimos uma pequena escada. Quando chegamos a um grande pátio, o sol me cegou. Com dificuldade fui abrindo os olhos. Os soldados, brutos, praticamente me arrastavam. Ainda pude ver na torre da igreja o relógio marcando 08:00h... sabe-se lá de que dia. Mas agora também não importava, pois vi que eu era um condenado. Eu ia morrer. Só não sabia por quê. A pequena multidão quando me viu apupou, deu vivas, gritos diversos e assobios. Me levaram por fora, por uma passarela separada por um alambrado, até o patíbulo. No centro dele, um mastro e uma corda... uma corda esperando um pescoço. Ou mais um. Numa velha cerca do lado direito, os abutres. Até os abutres sabiam do que ia acontecer. Tudo parecia combinado e já iam disputar cada pedaço de minha carne. Minhas mãos que tantas coisas boas escreveram. Meus olhos que tantas coisas lindas viram. Meu cérebro. Meu coração. Os soldados se afastaram. O carrasco, homem sinistro, vestindo roupas longas e negras, encapuzado, personificando a própria morte, se aproximou e disse com voz sombria: “Calma que vai dar tudo certo”. Certo pra quem? Para os que condenam? Um senhor de barbas longas, o chefe da execução, se aproximou também e disse: “Você pode fazer seu último pronunciamento, mas seja breve. Estamos atrasados”. Seus olhos frios me cortaram, me olhando de forma desprezível. Pediu silêncio com a mão à multidão presente e se afastou para o lado esquerdo. Pensei de novo em chorar. Chorar não. Não se deve chorar perante os inimigos. Deve-se chorar perante os amigos. Os amigos te abraçarão, os inimigos rirão.Respirei fundo. Então gritei bem alto, alto mesmo para me fazer ouvir para que pelo menos alguém da platéia pudesse me responder. “Vocês já me condenaram. Eu só queria saber o que foi que fiz?”. Silêncio total. Olhei para o lado esquerdo, o chefe acenou positivo com a cabeça para o carrasco. Ele colocou um capuz na minha cabeça. Fechei os olhos para receber o beijo da morte.
Quando senti a corda me roubando o ar e dobrando meu pescoço... ACORDEI! Que susto! Dei um pulo na cama. Reparei agora o relógio da parede, mas agora era do meu quarto. 08:00h também, mas na minha cama confortável. Tudo não passou de um pesadelo terrível. Minhas costas e rosto suados apesar do ventilador e da janela aberta. O sol me cegou de novo, mas agora era um sol amigo. Levantei-me, molhei os pulsos, o rosto, tomei água gelada e deitei-me um pouco de novo para que a respiração chegasse no lugar.
Tive esse pesadelo há muitos anos, mas jamais o esqueci porque me levou a uma reflexão.
Quantas vezes condenamos as pessoas sem lhes dar ao menos um direito de explicação? Ou as condenamos por algo que também fazemos? Quantas vezes falamos mal de alguém que passa na rua? Quantas vezes não damos a alguém uma segunda chance e queremos para nós todas as chances possíveis? Às vezes gostamos de ser o chefe da execução e olhamos de forma desprezível a alguém angustiado que pede perdão. Às vezes, gostamos de ser o carrasco. Às vezes damos até a corda. E às vezes somos os abutres. As hienas que riem da desgraça alheia. É muito bom ser carrasco, mas péssimo ser condenado. “Não faças aos outros, o que não queres que te façam”.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
MAIORIDADE PENAL
Hoje vou sair um pouco da rotina. Rotina não, rotina é para coisas chatas.Vou sair do ritmo poético que tem me embalado ao longo dos anos. Há tempos venho tentando falar de maioridade penal, mas não conseguia, primeiro porque não gosto de falar do que não entendo, tampouco de assuntos políticos. Sim, políticos, porque acabam ganhando esse tom. Depois porque tenho visto a discussão pendendo sempre para um lado, o da repreensão. Não sou sociólogo, educador, jurista, nada da área, mas de direitos humanos, todos nós temos a obrigação de entender um pouquinho. Sempre que algum menor pratica um crime bárbaro no Brasil, a sociedade se movimenta. Vira um auê. Enquanto a novela não começa, as pessoas comodamente em seus sofás vão engolindo algumas verdades impostas pela mídia. É mais fácil comprar a verdade do que tentar enxergá-la. Vejo juristas, promotores, delegados, deputados, autoridades enfim e até intelectuais, pasmem, intelectuais, defendendo reduzir a maioridade penal. Modestamente não acho que isso seja a maravilha das soluções. Seria mais uma solução cômoda para as autoridades. De gente que anda de carros blindados ou que tem a casa cercada por muros altos, com segurança armada e cães para todo lado. Tipo: matou, prende e pronto. Está tudo resolvido. E vamos construindo cadeias. Quantas cadeias teremos que construir? Isso só vai aumentar as estatísticas. Claro que não estou defendendo a criminalidade, mas sabemos que as casas de recuperação de menores (devia ser) nunca recuperaram ninguém. Quantos casos de rebelião da FEBEM vimos pela tv? Ela nem existe mais, puseram outro nome, mas é tudo igual. Os menores infratores vão crescer e vão virar o quê? Maiores infratores. Bandidos formados, porque muitas dessas casas são faculdades do crime. Infelizmente não vejo uma vertente sequer, nem uma pequena faixa da sociedade dizendo: "Vamos criar escolas. Vamos investir no cidadão, na base, na criança. Vamos dar cultura às pessoas". O retorno não é imediato, é em longo prazo, mas o efeito é duradouro.Tirando alguns distúrbios científicos ou até genéticos, ninguém nasce bandido. Monteiro Lobato, um de meus escritores favoritos, esse sim, um grande brasileiro, que teve sua obra quase toda destinada à criança, dizia: “Um país se faz com homens e livros”. Utopia? Romantismo? Devaneio? Claro que não. Acontece que nunca foi feito. Chamar isso de utopia é simplesmente assinar um atestado de incompetência, ou de inércia... ou de má vontade mesmo. O termo utopia é uma desculpa que as pessoas inventaram para tolher nossos sonhos. Toda vez que alguém chama uma de minhas idéias de utopia, eu agradeço. É sinal de que estou sonhando e não desisti. Defendo sim uma lei mais dura, para um efeito imediato, para crimes bárbaros, porque a certeza da impunidade também leva as pessoas a praticarem crimes. Mas paralelamente, precisamos cuidar da criança já no berço. Assim teremos mais espaço para construir escolas em vez de cadeias. Não estou falando de um caso de tv. Estou falando de casos do dia a dia que não vemos ou fingimos não ver. Não estou falando de uma faixa da sociedade. Estou falando de uma sociedade inteira, viciadamente acomodada e acostumada a virar o rosto ao passar por uma esquina e ver uma pessoa deitada ao relento, um típico... “ e daí, não tenho nada com isso, não é meu parente”. Sim virou uma cena comum. O lixo e o luxo lado a lado. Mas quando o lixo se rebela e respinga no luxo, e a tv e os jornais se agitam, a sociedade indignada, vai nessa onda fria e imediatista: “Pena de morte, maioridade penal” “ai meu Deus, o cidadão de bem não tem paz” e etc. Mas ninguém pára e pensa: “Será que eu fiz algo para diminuir isso?”. Será que não colaborei quando fui esperto e furei a fila do banco? Quando buzinei xingando no sinal? Quando ensinei meu filho a dar o tombo no amiguinho? Quando disse a ele, se apanhar na rua, apanha mais em casa? Aí me perguntam: “O que tudo isso tem a ver?” Ora, tudo. Embora não queiramos, a sociedade é um bolo só, está tudo dentro de um só contexto. Nós adoramos leis duras, quando não forem aplicadas contra nossos parentes. É impossível não fazer paralelos.Todos os países que aplicam leis duras, ao mesmo tempo dão educação às pessoas. E lá nesses países, ao contrário do nosso querido Brasil, os cidadãos são cobrados conforme sua posição, ou seja, um juiz corrupto é mais execrado do que um ladrão de galinhas. Nenhum dos dois está certo, porém para eles, aquele que estudou é mais cobrado, pelo seu nível de intelecto, porque teve melhores condições. No Brasil prevalece: “Você sabe com quem está falando?”. Não estou falando desse ou daquele partido político, desse ou daquele presidente. Estou falando da história de 500 anos de um país que gasta mais com um presidiário do que com um universitário .Não que o preso deva ser mal tratado, ele não devia é estar lá. E talvez não estaria se pelo menos há 30 anos a frase de Monteiro Lobato, não tivesse sido tratada como utopia.
Parece que o texto ficou um pouco confuso, como disse, sou leigo no assunto, mas espero ter conseguido passar o que penso.
Fiquem à vontade para suas opiniões, favoráveis ou não.
“Educai a criança e não precisarás punir o homem”
Parece que o texto ficou um pouco confuso, como disse, sou leigo no assunto, mas espero ter conseguido passar o que penso.
Fiquem à vontade para suas opiniões, favoráveis ou não.
“Educai a criança e não precisarás punir o homem”
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Respeitemos os gênios
Ontem, dia 11-janeiro, de domingo para segunda, curtindo uma insônia gostosa porque pensava em alguém, comecei a ver um filme que pelo menos o início achei interessante. O título é O BARBEIRO DE SIBÉRIA, talvez uma paródia com o famoso BARBEIRO DE SEVILHA. Começou assim: Um sargento dando instruções aos soldados enfileirados em altos brados, se invocava com as fardas e cabelos de cada um. Claro, soldado não pode ter cabelo grande. Andando pra lá e pra cá e dando ordens frente à tropa, ele foi até uma espécie de mural e viu uma foto de uma suposta mulher, por causa do cabelo grande. E muito bravo perguntou: "Quem foi que pendurou foto de mulher aqui sem minha autorização?". Ninguém respondeu. Ele foi ficando enfurecido até que um soldado respondeu: "Não é uma mulher senhor. É Mozart". O sargento: "Quem é esse Mozart? Traga-o aqui agora pra receber uma punição". Alguns riram, outros não, por medo. "Ele já morreu faz muitos anos,senhor". E ele prosseguiu: "Vocês pensam que não sei quem foi Mozart? Claro que sei, mas eu não dou a mínima pra Mozart. Repitam comigo: Eu não dou a mínima pra Mozart. Eu não dou a mínima pra Mozart. Eu não dou a mínima pra Mozart". Todos responderam no ritmo imposto por ele, quase todos, menos um. Indignado com a desobediência do soldado, ele chegou gritando perto do seu rosto. "Soldado, por que não respondeu conforme minha ordem? Vamos responda: Eu não dou a mínima pra Mozart". "Desculpe,senhor, mas não posso". "Como não pode soldado? E ele respondeu: "Porque Mozart foi um grande compositor".
O sono acabou chegando, mas pra mim já valeu o filme. Parabéns, soldado, pelo respeito ao gênio. Respeitemos os gênios, por favor!
O sono acabou chegando, mas pra mim já valeu o filme. Parabéns, soldado, pelo respeito ao gênio. Respeitemos os gênios, por favor!
domingo, 11 de janeiro de 2009
PALAVRA MÁGICA
Encontrei uma ilha escondida
a centenas de milhas daqui.
Não acreditei quando vi.
Meu coração navegava
num mar difícil, mas com esperança
de que depois da tempestade viesse a bonança.
A primeira impressão já foi bela.
Meus olhos pareciam uma aquarela.
Mas eu tinha que conhecer, desbravar.
Então entrei, entrei bem devagar.
Não por medo,
é porque segredo a gente precisa saber desvendar.
E desvendei.
Descobri muito mais...
que aquela ilha charmosa
também estava ansiosa por ser descoberta,
mas era preciso dizer a palavra certa.
E eu, pirata sonhador
que não resisto a uma flor,
pronunciei a palavra mágica: amor.
E a ilha se abriu. Sorriu.
Fui descobrindo maravilhas e maravilhas
na ilha que encontrei a centenas de milhas.
Eu, este pirata cansado de tantas viagens,
desfiz as bagagens,
abri minha esteira,
lancei âncora.
Finquei minha bandeira!
a centenas de milhas daqui.
Não acreditei quando vi.
Meu coração navegava
num mar difícil, mas com esperança
de que depois da tempestade viesse a bonança.
A primeira impressão já foi bela.
Meus olhos pareciam uma aquarela.
Mas eu tinha que conhecer, desbravar.
Então entrei, entrei bem devagar.
Não por medo,
é porque segredo a gente precisa saber desvendar.
E desvendei.
Descobri muito mais...
que aquela ilha charmosa
também estava ansiosa por ser descoberta,
mas era preciso dizer a palavra certa.
E eu, pirata sonhador
que não resisto a uma flor,
pronunciei a palavra mágica: amor.
E a ilha se abriu. Sorriu.
Fui descobrindo maravilhas e maravilhas
na ilha que encontrei a centenas de milhas.
Eu, este pirata cansado de tantas viagens,
desfiz as bagagens,
abri minha esteira,
lancei âncora.
Finquei minha bandeira!
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