ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

terça-feira, 22 de julho de 2008

BEM QUERER

Bem-me-quer, mal-me-quer.
Bem-me-quer...quero agora.
Mal-me-quer... jogo fora.
Quem de nós
quando criança nunca brincou
na esperança que ficasse
a pétala do bem querer?
Quem de nós ainda não brinca
mesmo depois de crescer?
E fica o mesmo temor...
torcendo para ficar a pétala do amor.
Bem te vi, bem te quis
bem me quer, bem me fez ...
bem feliz.
Bem me viu, bem me vê.
Fui feliz no jogo dessa vez.
Entre as pétalas do amor
eu escolhi você.
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CARLOS SOARES

segunda-feira, 21 de julho de 2008

SONHA, SONHADOR

Serra, serra, serrador.
Quantas tábuas já serrou?
Serra, serra, serrador.
Até que o pau se quebre ao meio,
mesmo que seja madeira de lei.
Mais forte é a sua lei.
Deixa as gotas caírem que um dia a pedra fura
Martela, martela essa bigorna.
Ainda que o cabo se parta
ninguém pode dizer que não tentou.
Sonha, sonha, sonhador.
Quantos sonhos já sonhou?
Nada foi em vão ou perdido.
A pedra furou.
A madeira se partiu.
E a bigorna levará para sempre a sua marca.
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CARLOS SOARES

quinta-feira, 17 de julho de 2008

PÉROLAS DE MINHA INFÂNCIA III- INICIAÇÃO POÉTICA ( parte 1)

Quando escrevi meu primeiro texto realmente poético, eu tinha uns 8 ou 9 anos. Cursava a terceira série e me rendeu também minha primeira nota 10 na escola.Se não me engano, talvez a única, pois eu era um aluno mediano, meio largado.Só estudava mesmo na reta final, aí sim, queimava as pestanas para passar de ano.Foi no dia que a professora Dona Jandira, colocou nas carteiras, uma estorinha iniciada por ela e o dever de casa era, cada qual, terminar com sua própria imaginação.
A estorinha dizia de um veadinho, perdido na floresta, sem sua mamãe.Terminada a aula, cheguei em casa e vi minha mãe, no tanque, concentrada nas roupas e nos problemas.Ela não notou minha presença. Fiquei ali vários minutos olhando-a e naqueles momentos, lembrei-me do veadinho e fiquei pensando. Nunca me imaginei sem minha mãe.Como eu me sentiria de repente sem ela? Ela... que cuidava de minhas doenças. Que colocava comida no meu prato.Que penteava meus cabelos para eu ir pra a escola.Que me ensinou Pai Nosso e Ave Maria.Logo me imaginei chorando perdido, igual ao veadinho da estória, porque o mundo, afinal era uma selva perigosa.
De repente ela se virou e disse: Você está aí, meu filho? E por que está me olhando assim?
Então me aproximei e abracei sua perna dizendo: Porque eu gosto muito da senhora!
No que ela agachou, me abraçou com o avental molhado e deu umas alisadinhas no meu rosto, respondendo: Ah... meu filho! Só você mesmo para animar meu dia. Pra que vou ficar triste se tenho um filho tão bonito e tão doce? Vem, vou colocar comida pra você.
E foi puxando minha mãozinha esquerda, que mais tarde escreveria meu primeiro texto poético.
Claro que não me lembro dele todo, mas me lembro de como o terminei. A mamãe do veadinho, quase tão frágil quanto ele, mas abnegada, voltou, enfrentou perigos, fugiu das feras, passou fome e sede, mas encontrou o filhinho e assim, viveram felizes para sempre.Ainda pus uma nota no final que dizia que nenhum filho merece ficar sem a mãe e que nenhuma mãe merece ficar sem o filho. E que o amor de mãe é o que mais se aproxima do amor de Deus. ( continua)

PÉROLAS DE MINHA INFÂNCIA III- INICIAÇÃO POÉTICA ( parte 2)

...continuação
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A professora não corrigiu os trabalhos no mesmo dia que entregamos. Passaram-se alguns dias, até que ela me chamou: Carlinhos,venha aqui na frente, por favor.
Ai,ai,ai. Professora chamando na frente não deve ser coisa boa. Menino sempre está com impressão de que aprontou alguma, mesmo não tendo aprontado. Só não fui com muito medo porque Dona Jandira era uma professora muito carinhosa. Poderia no máximo repreender, sem muita briga.Ela disse: Adorei sua estorinha.Parabéns, ganhou 10! Muito linda! Onde você buscou inspiração, menino? E eu respondi: Na minha mãe. Porque nunca havia me imaginado sem ela.Acho que eu ficaria igual ao veadinho da estorinha.
Pois bem, ela fez mais alguns elogios, leu para a classe toda e disse que levaria para outras professoras lerem nas outras salas.Eu não tinha a dimensão exata do que aquilo representava, só queria curtir meu "10" e contar pra minha mãe, afinal ela foi a musa.
E assim tudo começou. E assim a poesia me trouxe até aqui.Uso a poesia como um escudo.É minha espada do bem, ainda que eu seja super-herói de mim mesmo. Mas jamais vou me trair.Com ela, superei obstáculos, problemas difíceis, dificuldades financeiras, amor fracassado, insônia, quartos de pensão, saudades dos irmãos, amigos que morreram. Com ela, derrubei arrogâncias. Com ela aprendi mais sobre humildade.Através dela, eu evoluí, como homem, como gente.Aprendi a ser manso.Aprendi a ver a felicidade nas coisas simples da vida.Com ela, fui forte. Fiz gente sorrir e chorar. Jamais me deixei abalar. Pelo contrário, foi nos momentos difíceis que escrevi alguns de minhas poesias preferidas, tipo: Aqui jaz um flor... O Sonho das estrelas... Fênix...Ícaro Moderno, etc. Digo numa poesia uma frase assim: ‘Cada poesia é uma flor que sai de mim, que eu rego e entrego.E que esse jardim seja fértil até o fim’. Não faço poesia para mim.Faço para as pessoas.Gosto de dar poesia a elas.Tem poesia minha em todo canto. Espanha.Portugal. Estados Unidos. Canadá.Austrália. Belo Horizonte. Ipatinga.Vitória. Rio Grande do Sul.Goiás.Pernambuco. Cada amigo que mora distante tem um pedacinho de mim.Minha parede também está cheia delas. A poesia é meu charme. Eu simplesmente amo poesia.
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CARLOS SOARES DE OLIVEIRA 17-07-2008

terça-feira, 15 de julho de 2008

UM TOQUE DE MIDAS

Quando a prata tingir meus cabelos,
meu coração vai ser ouro.
Num amarelo tão cintilante
que será impossível não atrair alguém,
mais forte que a magia de Midas
e quem tocar vai virar ouro também.
Não estarei envelhecido, estarei melhor
como homem, como gente
e que todos os fios de cabelos brancos
que a vida me der aos trancos,
sejam exemplos e sementes
para quem souber me olhar.
Não serão pesadelos. Nada de mal .
Ora, são apenas meus cabelos, meu coração é jovial .
Mais idade, mais planos
mais amigos, mais amores.
Talvez menos tempo, eu sei,
mas quando tinha vinte anos
tinha todo o tempo do mundo e não me importei.
Defeito? Não. Coisas da idade.
No final somos todos meninos
e gostamos de com o tempo brincar .
Só não podemos perder, seja em qualquer fase da vida...
a vontade de sonhar .
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CARLOS SOARES

sexta-feira, 11 de julho de 2008

ESPELHOS EM NÓS


Vem com teus apelos e anseios
Com teus desejos e devaneios.
Com tuas mais loucas vontades.
Vem com liberdade, com vontade.
De qualquer jeito, abre teu peito.
Fala qualquer coisa.
Sussurra, grita, declara
de forma rara o teu amor .
Vem sem traumas , sem pudor.
Vem explícita, ilícita .
Vem como quiser, mulher,
na mais fina essência de teu ser ,
que serei teu espelho refletindo-te em prazer
de forma exatamente igual,
porque todos os teus apelos
são também meus próprios apelos,
para sermos um só,
e não se desata esse nó ,
que desacata qualquer razão.
Vem , mulher.com toda tua emoção!
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CARLOS SOARES


quinta-feira, 10 de julho de 2008

JANELAS

Bem mais que o céu, que o mar
ou mesmo o paraíso,
vale a sinceridade de um sorriso.
Na amizade que desperta
uma janela aberta para um mundo melhor.
Os caminhos da felicidade sabemos de cor.
Precisamos abrir janelas
para ver as coisas belas.... e seguir.
E eu quero ir...
onde estiver seu sorriso
porque você é amizade em pessoa
de rosto belo e alma boa.
Onde há um olhar que brilha
meu coração trilha com segurança,
pois,nesse mundo sou frágil, sou criança
se não sinto um abraço amigo, melhor abrigo
nesses tempos de inverno.
Dos sentimentos humanos, a amizade é o mais terno.
Eternamente na minha mente, essa ternura
de um branco sem mistura
que me chega à janela aberta
e me desperta no dia a dia
como a brisa da paz e da alegria.
Minha alma é uma janela aberta para você.
Muito prazer em conhecer!

NOTA:Precisamos abrir janelas sempre
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CARLOS SOARES DE OLIVEIRA