ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

UM HOMEM SEM ESTILO!

Dizem por aí que eu não tenho estilo, que homem precisa ter estilo etc e tal. Ora, eu tenho estilo sim, tenho o meu estilo. Onde está escrito que para ter estilo tem que ser igualzinho aos demais? Quem pensa ou diz isso não captou ou não cativou o melhor de mim, aí já não é culpa minha, é um problema de competência ou de sensibilidade. Quando tinha uns dez ou doze anos ouvi exatamente o contrário. Foi a mãe de um coleguinha: "Você é um menino diferente. Você tem uma coisa que não sei dizer, mas tem algo diferente”. Engraçado que o filho dela era um menino muito bom, um dos melhores da escola, muito comportado, mas ela viu isso em mim, não sei baseada em quê, isso me deixou pensativo e feliz, pois ela não disse que eu era melhor, disse que eu era diferente, e ser diferente para mim, era tudo. O tempo passou e fui ouvindo de outras pessoas: “Você é um rapaz diferente". Já me perguntaram por que não tenho tatuagens, por que não uso cordões, pulseiras, relógio, estrela na testa, piercing no nariz etc. Porque sou como o vaga-lume, tenho luz própria e brilho a hora que quero, todo poeta tem luz própria, embora já tenha visto poetas que gostam dessas coisas, acontece que eu não gosto, gosto de ser notado da forma que sou. Só para dar um exemplo real e rápido, remeto-me ao tempo de John Travolta, os famosos tempos da brilhantina, quando meus amigos usavam calça preta apertadinha, jaqueta de couro, bota, cabelo baixinho pingando creme e brilhantina, e eu tinha cabelos encaracolados no ombro quase tapando os olhos, jeans desbotado, tênis e camisa larga para sentir o vento no peito. E eu gostava do John Travolta, mas daí querer ficar imitando há uma distância muito grande. Nunca quis imitar ninguém, admiro alguns artistas, admiro muitos escritores principalmente, mas eles são eles e eu sou eu, assim como também não sigo modismos, ondinhas, não me corrompo só porque a tevê mandou. Uma garota da época disse: "Você não é nenhum gatão, mas é o mais legal, o mais divertido... você é diferente. os outros são chatos, tudo igual". Ainda brinquei: "Você quase acertou... eu sou um gatão sim". Ela respondeu: "Tá vendo? É isso que faz você diferente, você não liga para as coisas, faz piada de tudo". Vejam de novo aí a palavra "diferente", uma palavra que vem me seguindo ao longo da vida, isso é bom, é sinal de que não piorei. Sobre o que a garota disse, é fato, não dou mesmo muita bola para a maioria das coisas pelas quais as pessoas morrem e matam. Evidentemente, do meu trabalho eu preciso e levo a sério, ademais, andei e ando esnobando sim um pouco a vida, faço de conta que não vejo, cuspo de lado para a seriedade desse mundo sem graça. Se ter estilo é seguir os padrões que a sociedade impõe, então verdadeiramente eu sou UM HOMEM SEM ESTILO. Porque eu sou livre e as pessoas livres não têm estilo. Elas são felizes como são.
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( imagem canstockphoto )

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

EU QUERO CULTURA PARA TODOS... E SENSIBILIDADE TAMBÉM.


 Cláudia Leite desistiu da ideia de publicar sua biografia pela tal Lei Rouanet. Menos mal, mas quero destacar alguns pontos. 1) Muito me admira o senhor Ministro da Cultura aprovar uma aberração dessas no atual momento político-social-financeiro que estamos vivendo. Nessa semana, foi de doer, ver mães de bebês com microcefalia, justo quando necessitam de um cuidado especial, jogadas nos corredores dos hospitais. Por quê? Porque o Brasil precisa conhecer a biografia da Cláudia Leite. 2) Ela voltou atrás depois da reação das pessoas nas redes sociais, é isso que quero ver no Brasil, que falo o tempo todo, as pessoas protestando em redes sociais por causas de interesse geral, independentemente de partidos, pois muita gente que fica protestando, levantando bandeiras políticas, só quer chegar ao poder, mas depois que chega é tudo igual, mas nesse caso não, vi pessoas unificadas, vi eleitores do PT que é o governo atual e tem sim suas culpas graves, e vi também fãs da artista indignados. 3) Para ficar claro e justo, a Lei Rouanet existe desde 1.991, portanto desde aquela época artistas e empresas se beneficiam dela. Nem me lembro quem era o presidente, isso é fácil de olhar no google, mas não importa nesse caso, o que importa é que a ideia fundamental da lei é boa, ou seria boa, não houvesse a distorção pelo lado político, tudo no Brasil vai pelo lado político, e assim, vai para o ralo da corrupção, pelo favorecimento, pelo tráfico de influência. Eu mesmo, como poeta/escritor já andei sondando como ter acesso à lei, mas é tanta burocracia, tanta dificuldade, que a gente que não é famoso e não tem acesso à mídia nem padrinhos políticos, acaba desistindo. Eu sei na pele o que é escrever um livro no Brasil. E o pior, escrever sem saber se terá retorno, por mais que se tenha talento. Na declaração do imposto de renda, é previsto abater gastos com educação, cultura e saúde, eu tentei abater a publicação do meu livro no imposto e não consegui. Ora, livro não é cultura? Não é educação? ‘Então tente a Lei Rouanet, seu burro’. Eu tentei, só que eu não tenho acesso, mas a Cláudia Leite, que ganha mais de uns 700 mil por show, fora os comerciais que faz, teve acesso. E eu nem precisava daquele dinheiro todo, eu pensava que a lei ia apenas cobrir meu gasto que tive com o livro e me daria certo espaço na mídia literária, uma divulgação digna para um livro. E assim, a gente que não é famoso fica à mercê das editoras, que escravizam, nos cobram absurdos e nos abandonam à sorte depois que recebem nosso dinheiro: ‘ Pronto, agora se vire com a divulgação’. Isso é uma outra burrice já que elas têm os meios de publicidade, e se o autor vende muito, elas ganham também, mas não veem assim, pois já tomaram o dinheiro do autor. 4) Essa é a pior parte. Ficou bem claro que o artista não está nem aí para o momento social do país. Não bastasse a inflação, recessão, crise política, impeachment pra cá, Cunha pra lá, violência crescendo mais e mais, Dilma, FHC, Lula, Rio Doce assassinado, agora a tal de zica para tirar ainda mais o sossego da gente... e aí, a Cláudia Leite resolve lançar com dinheiro público a sua biografia. Faltou sensibilidade a ela para o atual momento do país, um pouquinho de piedade no coração para com as milhares de mães grávidas nos corredores dos hospitais. É obrigação do artista cuidar dos doentes e pobres do país? Não... mas sensibilidade é o mínimo que se espera dessa gente que vive no mundo de ostentação. Friso: Ela só voltou atrás por causa da grande repercussão negativa que houve, inclusive entre seus fãs. Não falo só dela, até acho bem simpática, falo de todos os artistas. E já que o assunto do momento é moralizar o país, já está na hora de se investigar também artistas, jogadores de futebol e igrejas. E para encerrar... sempre que houver uma manifestação sem bandeira política, mas de bem-estar geral, vou sempre comentar, por isso, eu não podia deixar de falar disso. PARABÉNS ÀS PESSOAS QUE SE MANIFESTARAM CONTRA ESSA BIOGRAFIA, SEM SE PREOCUPAR COM PARTIDO POLÍTICO!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

SERÁ UM SIMPLES SONHO?



   
A cena perfeita, eu chegando por último como sempre, chamando no interfone, olhando para o alto do apartamento. De repente ouço minha mãe dizendo: "Tá faltando só o Carlos aqui". Então gritei: "Ei, gente. Eu já estou aqui. Cheguei". Olho de novo para cima e vejo, chegam ao parapeito minha irmã Ivone e minha mãe, minha mãe com um semblante tão bonito, sorrindo porque eu cheguei. Pena, acordei. Gosto de sonhar com minha mãe, me deixa tão bem, tão leve porque sinto ela me dizer que está bem. Desde que ela faleceu só a vejo feliz e bonita. Dizem que tenho o semblante igual ao dela, e eu gosto muito disso. Não, não foi um simples sonho! Eu sei distinguir os sonhos comuns dos sonhos que trazem mensagens. Fiquei deitadinho e rezei por ela!
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( foto de setembro/2012 )

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

MENINOS DA MANGUEIRA - ATAULFO ALVES JR


Não acompanho muito carnaval, mas tenho simpatia pela Mangueira. Adoro essa música, pois homenageia alguns nomes da velha guarda da Mangueira, e marido de uma de minhas irmãs tocava no violão, eu gostava demais. Sei essa música toda desde criança.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016