ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

QUANDO OS SINOS DOBRAM

( imagem pensadortupiniquim.blogspot.com )

Por quem os sinos dobram?...
Perguntam por aí.
Ora, eles dobram por mim e por ti,
em meio às misérias e mazelas
que nos sobram.
E não adianta fechar as janelas
pra se sentir imune, impune
porque é por mim e por ti que os sinos dobram.
O universo canta um único verso,
réquiem para uma humanidade
que não sabe a arte simples de viver em sociedade.
As consequências de nossos atos cobram,
porque é por mim,
e é por ti que os sinos dobram. 
Universo... uno verso...
palavra profunda,
mas não fecunda nos corações de egoísmo
que preferem e proferem o diverso,
não sabem que vidas perdidas no abismo,
não se recobram.
A dor que doi em mim, doi em ti, 
É por toda a humanidade
certamente, infalivelmente,
que os sinos dobram.
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“Nenhum homem é uma ilha isolada; cada homem é uma partícula do continente, uma parte da terra; se um torrão é arrastado para o mar, a Europa fica diminuída, como se fosse um promontório, como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria; a morte de qualquer homem diminui-me, porque sou parte da humanidade. E por isso não perguntes por quem os sinos dobram; eles dobram por ti”.
John Donne
( imagem pensadortupiniquim.com)

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Esse poema é uma referência ao egoísmo humano. As pessoas pensam: 'Não é comigo, não me interessa'. Mas estão enganadas porque a humanidade é uma só.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

GRATIDÃO: DOM OU OBRIGAÇÃO?


Acho que todo mundo conhece a passagem em que Jesus curou os dez leprosos, e que somente um deles foi até Jesus para louvar. Jesus perguntou: “Não foram dez os curados? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou.". O Mestre conhecia a fundo a ingratidão humana, e mesmo assim se indignou com o procedimento dos outros nove ex leprosos, justamente por estarem sendo ingratos para com Deus. E quando Ele diz ao único grato: “Tua fé te salvou”, não se refere somente à terrível doença, afinal os outros nove também foram curados, mas Se refere principalmente às feridas da alma que acomete os pobres de espírito. Os outros nove seguiram suas vidas normalmente, inclusive como religiosos, mas não aprenderam um dos princípios básicos cristãos que é a gratidão, não como obrigação, pois é mais bonita quando é um dom. Imagino que Jesus só se indignou por causa da ingratidão porque se referia a Deus, a Quem devemos ser gratos sempre, mas Ele e outros sábios da história que estiveram próximos de Sua perfeição, ensina-nos um outro modo de lidar com a ingratidão: “Fazer o bem sem olhar a quem “. . . “ Que sua mão esquerda, não veja o que sua mão direita faz”. Temos a velha e errada mania de ajudar as pessoas esperando reconhecimento, alarde, euforia, e quando não recebemos a gratidão, nos irritamos, e às vezes até nos arrependemos de ter ajudado. Quando fazemos isso estamos nos nivelando aos ingratos, estamos sendo como eles. Dar, ajudar, proteger, servir, tem que ser com o coração... e não podemos nos colocar em posição de superioridade só porque estamos ajudando, ou só porque o outro está fragilizado e necessitado, essa é justamente a hora de nos colocarmos em posição de igualdade, de fraternidade. Se depois o ingrato não vem até você, não se importe, não olhe para trás, sua grandeza é irretocável, enquanto ele permanecerá ingrato, pobre espiritualmente, o ingrato sempre cai de novo, mas isso, é um problema somente dele e da vida, e ela se encarregará de cobrá-lo, e é ela que vai retribuir àquele que o ajudou, pois essa é uma lei existencial, somos como o bumerangue, o que a gente lança, a gente recebe de volta da vida. Para encerrar, ao contrário do perfil de grandeza que os humanos criaram, a verdadeira grandeza é a humildade, os grandes nomes da história, começando por Jesus Cristo, foram pessoas humildes... grandiosos em suas obras, mas humildes. Que Deus me dê não somente a condição de poder ajudar... mas principalmente o dom de saber ajudar. Mas sei que preciso melhorar, ainda não aprendi a lidar com a ingratidão

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

A FADINHA E O BRUXINHO - O DIA DAS FADAS




Certa vez a Fadinha comentou que não gostava do DIA DAS BRUXAS que o mundo real celebra. “Acho  que passa uma energia negativa. Por que não criam O DIA DAS FADAS? Muito mais romântico”. O Bruxinho disse:  “Concordo! Mas deixe os humanos viverem  sua pseudo felicidade, escolheram viver assim”. Passado um tempo, em 21 de novembro,  véspera do aniversário da Fadinha, ela estava ansiosa:  “Que presente meu Bruxinho vai me dar? Hummm... eu já tenho tudo. Cavalo alado já tenho, foi o primeiro presente que ele me deu. Nunca vou esquecer nossa primeira cavalgada. Tenho colar encantado... brincos mágicos... vestidos cintilantes tenho um monte... flautas... harpa... perfumes especiais diversos... sem contar pares e mais pares de sapatos de cristal. Puxa, o que mais ele pode me dar? Mas confio nele, ele sempre me surpreende . Adoro ser surpreendida!”.  Porém,  quando  amanheceu, ela teve uma pequena decepção, ele mal  deu-lhe  um beijo de despedida, partiu para uma missão, sem fazer nenhuma referência  ao  aniversário, e mulher não perdoa essas falhas. O máximo que ele disse, foi:  “Não me espere cedo, tenho muito a fazer”.  Já sozinha, pensou: “Puxa... o Bruxinho sabe que fico sensível no meu aniversário, que choro à toa, e foi frio comigo. Esquecer logo meu aniversário?”.  Trancou-se no quarto o dia todo, chorou muito deitada, quando saiu  não falou com ninguém. E o dia foi longo. No meio da tarde, ela se indignou:  “Quer saber? Eu que não vou ficar aqui. Vou me arrumar, me embelezar toda, e vou passear, visitar algumas amigas, e quem sabe até me divertir. Tô nem aí pra esse Bruxinho esquecido”. E ela foi mesmo, colocou seu melhor vestido cintilante, um lindo colar, brincos furta-cor, pediu a um dos duendes serviçais para escovar o cavalo alado,  mas não encontrou nenhuma amiga, ninguém estava em casa, passeou em outros reinos, mas todos estavam estranhamente vazios, e uma dorzinha insistia no peito:  “Cadê todo mundo? Logo hoje que estou abandonada? E cadê meu Bruxinho? Ele não podia ter feito isso comigo”. E chorou mais uma vez no caminho de volta. Já era noite, e de longe pôde ver grande movimentação em torno do castelo. Aproximou-se devagar, veio logo um duende:  “Vem, Dona Fadinha. A senhora está atrasada”.  “Antes de mais nada, pare de me chamar de senhora, está me chamando de velha?  Atrasada pra quê? Que tanto de gente é esse? Nunca vi tantas carruagens ”.  Ele respondeu:  “Melhor a senhora ver com seus próprios olhos”. Ela prosseguiu, desceu do cavalo, em passos lentos atravessou a passarela de  tijolos amarelos, entre os carvalhos, os ipês, as acácias, cuidadosamente enfeitados, saudada pelos bichos e por alguns convidados, até chegar à porta do castelo, e chorou mais uma vez, mas agora, de felicidade. Seu amado estava lá, no fim da grande sala, rodeado de gente, de braços abertos:  “Venha logo, minha amada. Sem aniversariante, não há festa”. Assim ela entendeu porque não encontrou ninguém nas casas, todos estavam ali, o Bruxinho surpreendeu mais uma vez:  “Você não existe”, ela disse emocionada. “Existo sim. Nós existimos... ao nosso modo. O abstrato é muito mais real do que o que chamam por aí de concreto. O concreto é destrutível,  efêmero, enquanto o que criamos dentro da gente, dura enquanto quisermos”. Ela o beijou:  “Então nosso amor será eterno... porque nós queremos assim”. Virou-se para os convidados, disse algumas palavras de boas vindas e agradecimento, mas o Bruxinho interrompeu:   “A surpresa não acabou”. Tirou do bolso um pergaminho,  e leu: “Eu, Bruxinho governante desse Reino Encantado, com autorização do Grande Mestre e com os poderes e autonomia que me foram delegados por ele, declaro oficialmente o dia  22 de novembro, como... O DIA DAS FADAS” .  Ao som de trombetas, clarinetes, aplausos  e muitos  “ipi ipi urra”, beijaram-se novamente, antes de dançarem a valsa  do amor. Depois, a Fadinha pediu a palavra mais uma vez:  “Não sei como expressar meus sentimentos, meus agradecimentos, a todos vocês, principalmente a esse Bruxinho amado. E para coroar tudo isso, vou dançar para vocês A DANÇA DAS FADAS, reservada só para ocasiões especiais”. E ao som da flauta, de olhos fechados, bailou  na grande sala, tão suave que parecia flutuar, como só uma fada sabe bailar. Tudo isso sob os olhares da plateia emocionada... e  de um Bruxinho apaixonado. E assim foram mais três dias de festa.... e amor.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

CONSCIÊNCIA? NEGRA, ANTES DE TUDO!


Hoje é um dia importante. DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA. Repudio qualquer tipo de preconceito, principalmente porque não nos cabe julgar comportamento social das pessoas, isso só cabe a Deus, além do mais, nãosomos perfeitinhos como às vezes pensamos que somos. Mas o que mais abomino é o racismo, pois, nem é questão de concordar ou não com o comportamento do outro, esse é por causa de cor de pele, ou por ter nascido numa região diferente, e por aí vai. Nem vou discutir sobre questão de cotas nas faculdades, mas sou a favor de que se crie igualdade para todos os tipos de pele, e aí, quem for o mais inteligente e esforçado, vai se sobressair . Sabemos que a polícia ao abordar um branquinho é mais suave do que quando aborda um pretinho. Sabemos que o Brasil tem duas maiorias: 1) a maior parte da população é negra. 2) a maior parte dos negros, é pobre. 
Dizer que no Brasil não tem racismo é conversa fiada, a gente ouve e lê cada uma por ai: “Eu gosto de negros. Eu ‘até tenho amigo’ negro”. Ou: “ É preto, mas é gente boa”. Temos uma lei que pune o racismo, mas o ideal seria que não fossem necessárias leis para que se respeite as pessoas. O racismo não sai da boca, por ter medo da lei, mas mora no coração. De que adianta isso? O bonito seria se fosse mesmo uma coisa de consciência.
E falando em consciência, o título “DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA”, não busca só a “bondade” do branco para com o negro, ou o cumprimento da lei, visa acima de tudo resgatar a autoestima do negro. Que ele se mire no exemplo do negro americano que tem orgulho de ser negro. Aí vai minha crítica ao negro brasileiro. Vou citar um artista negro, e por ser negro, tem a liberdade e a tranquilidade de falar, que é o popular Agnaldo Timóteo. Ele disse uma vez numa entrevista, que o jogador de futebol negro, que quase sempre tem sua origem pobre, quando fica famoso... o que ele faz??? Casa-se logo com uma loira!!! Ora, então existe o racismo ao contrário? Ou seria um autorracismo?. Ou uma espécie de vingança, tipo: “Eu sou negro, mas tenho status, vou provar pra todo mundo que posso casar com uma loira”.
E isso não acontece só entre os jogadores de futebol não, entre os artistas também. Existem outras separações imbecis: Sulistas contra nortistas, paulistas contra cariocas, sudeste contra nordeste, e entre os próprios nordestinos, há uma rivalidade entre baianos e pernambucanos, Como o ser humano é idiota!
Bem, em todo lugar há hipocrisia, e apesar de considerar legítimos os movimentos, gostaria que os líderes desses movimentos, seja da CONSCIÊNCIA NEGRA, seja do ORGULHO GAY, das DONAS DE CASA, das PROFESSORAS, que não busquem apenas a “bondade” dos branquinhos para com os negros, ou dos heteros para com os homos, ou dos governos para com as professoras, mas sim a sua própria consciência, é preciso enxugar primeiro o que acontece internamente, para depois ir brigar lá fora. Sem orgulho próprio, sem o respeito interno, nada acontece no externo.
Por fim, enquanto a “bondade” não prevalece, cadeia para aqueles que não respeitam o negro.

domingo, 17 de novembro de 2013

POEMINHA DO ADEUS


Não mereceu...
Esmoreceu
Perdeu
Pereceu
Morreu
Fedeu
Escafedeu.
Não entendeu
meus “ais”, “meus ois”, meus eus...
Adeus!

SERÃO EXTRA- DOUTOR SILVANA E CIA


domingo, 10 de novembro de 2013

ESTOU GRÁVIDO DE NOVO


( RECORDANDO JUNHO/2011 )
Entre 1983/1984, vi uma reportagem de Gonzaguinha, cantor e compositor dos bons, homem sensível, tímido, controvertido, dizer que estava grávido. Antes de explicar o motivo real deste texto, quero dizer que jamais esqueci essa entrevista e nem sabia que a usaria um dia para falar de mim. E digo mais... eu gostava das músicas dele, mas não era tão seguidor assim, fiquei muito fã a partir dali o que me levou a acompanhar mais e vi que realmente ele era bom . Por quê? Pelo conteúdo sincero, humilde e inteligente da entrevista. O primeiro fator que me levou a ler a reportagem, foi que achei estranho um homem usar um termo tão feminino que é a gravidez para falar de si, ainda mais há trinta anos. Se hoje tem preconceito imagine naquela época? Só mesmo os poetas têm essas atitudes de dizer coisas diferentes em qualquer época. A letra da música “Grávido” que também intitula o disco, é simplesmente linda, recomendo conhecerem. Quando disse "estou grávido", referia-se a um novo disco que estava sendo preparado para lançar dali a alguns meses. O disco era como um filho para ele e estava sendo gerado dentro dele. Talvez sua esposa estivesse grávida também, só achei genial a relação que ele fez entre a gravidez e o disco, sentindo-se duplamente grávido. Confesso que fiquei arrepiado ao ler isso. É o tipo da pessoa que valoriza sua arte. Pensei. "Esse cara é dos meus!".
Então, meus amigos, eu também estou grávido e estou prestes a dar à luz um livro meu.
Não sei como vou me comportar no dia, acho que tenho um pouco de medo de minha reação, pois não sei ser mais ou menos. Penso que vou tremer muito, vou ficar ansioso, muita emoção pro meu coraçãozinho, mas estarei amparado, vai ter muita gente querida lá.
Uma gestação meio demorada, mais de vinte anos, mas a gente precisa saber esperar o tempo das coisas. A gente sabe quando é o momento. Uma voz assoprou no meu ouvido. “É agora!”. Deus me deu paciência para esperar. E agora que Ele me faça humilde para merecê-lo. Não será um best seller, não tem essa pretensão, mas será minha impressão digital, um jeito de dizer: “EU ESTOU AQUI! Uma pequena gota do mar de sensações que se agita dentro de mim.
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Agora ESTOU GRÁVIDO DE NOVO. Meu segundo livro está quase todo pronto, e vai se chamar AVENTURAS DE UM MENINO PASSARINHO. Queria que fosse em dezembro, mas além de alguns imprevistos, eu também enrolei um pouco ( continuo enrolado como sempre ) , e com a graça de Deus, será em fevereiro, no máximo em março no meu aniversário. Alguns contos que vocês leem aqui, vão estar nele, é um livro contando grande parte de minha vida, principalmente infância e adolescência. Repleto de coisas engraçadas, tristes, aventuras, emoções, saudades... enfim, como digo na própria abertura do livro: Melhor do que contar uma história, é estar dentro dela. E ter o dom de contar escrevendo, é ainda mais fantástico.
Que minha prole literária cresça mais e mais.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013