ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

domingo, 30 de dezembro de 2012

FELIZ ANO NOVO, AMIGOS!


SAÚDE E PAZ PARA TODOS! MUITO TRABALHO, MUITA ENERGIA POSITIVA. DEUS NA VIDA DE TODOS!
PROMESSAS? SÓ UMA: PROCURAR SEMPRE MELHORAR COMO SER HUMANO.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Pink Floyd - Wish You Where Here - Legendado



Eu não consigo distinguir nem uma prostituta de uma donzela, mas prefiro a sinceridade da primeira ao deboche da segunda.

sábado, 22 de dezembro de 2012

E NÃO É QUE O MUNDO ACABOU MESMO?



Abri os olhos. Não fui despertado pelos passarinhos como de costume, mas talvez por um silêncio perturbador. O relógio na parede marcava 06:15h. Foi aí que me lembrei, era 21 de dezembro. Fui à janela e comprendi porque não ouvi os pássaros, tampouco vi flores. E não é que o mundo acabou mesmo? E não foi preciso nenhuma guerra nuclear. De certa forma, os Maias tinham razão. O mundo acabou sim , dentro de cada um de nós. Matamos o amor, a amizade, o respeito. Destruímos os jardins dentro de nós, provocamos guerras em nosso interior, nos sufocamos no nosso próprio orgulho, fomos engolidos pela nossa própria ganância e vaidade. Saí às ruas para ver pessoas, não encontrei brilho em nenhum olhar, elas viraram zumbis. Gente chique e infeliz. Céu sem cor, as águas do mar estagnadas, sem ondas, como se estivessem congeladas. Não havia mais nada, somente o vento parecia entoar uma cantiga triste, celebrando o suicídio humano. Vi gente com sorrisos no rosto, com punhal nas costas. Tentei chorar, mas chorar pra quê se ninguém vai ouvir, se ninguém vai me amparar? É muito ruim chorar sozinho. Senti no ar um odor fétido de inveja, cobiça, egoísmo, de maldade e rancor. Sim, esse era o ar que respiramos durante toda a história da humanidade, até que um dia ele nos sufocou de vez, morremos um pouco a cada dia, a cada dia fomos acabando com o mundo dentro de nós. Matamos a esperança, o abraço, falamos de paz a vida toda, porém nunca a trouxemos no coração, ela era tão bonita nos slogans, mas seria ainda mais se estivesse no nosso olhar. Será que era assim tão difícil promover a igualdade? Era tão difícil tolerar um pouco mais? Pedir e dar perdão? Largas avenidas, grandes desertos. Vi religiões mortas, nos letreiros JESUS CRISTO S/A... um grande mercado. Já era noite quando desolado, voltei para casa, me recolhi ao meu quarto, e mais uma vez tentei chorar, e mais uma vez não consegui. Não consegui porque vi na silhueta da montanha, três cavaleiros seguindo uma estrela diferente das demais, e pareciam me dizer que é natal, que eu não podia perder a esperança, e que aquela estrela veio para mudar as coisas, atestando que o apocalipse não representa o fim dos tempos, mas o início de uma nova era. E então eu fiz uma oração agradecendo a Deus por enviar aquela estrela... a estrela do maior Homem de todos os tempos, que nos ensinou que humildade não é regressão, mas sinal de grandeza e de evolução. FELIZ NATAL... no melhor e real sentido da palavra.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

2012! UM ANO PERFEITO!


COMO DISSE, UM ANO PERFEITO! NÃO PODIA SER MELHOR! Na peneira do joio e do trigo, ficou o que tinha que ficar, o que me parecia fazer falta, era justamente do que precisava me livrar.

Feliz Natal a todos e um 2013 cheio de realizações !!! Com muita paz interior, sem a qual, nada é possível!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A ESTRELA BRILHOU!

( imagem raizculturalblog.files.blogspot.com )

A estrela brilhou no oriente!
Anunciem à toda a gente
que é uma estrela diferente
tão brilhante, soberana e altiva
que todos podem vê-la.
Vamos seguir a estrela.
É a estrela de um Deus-menino
de um menino-Deus.
É o brilho de um rei manso, sem espadas
que vem irmanar, igualar
carregar pecados e dores, e ainda perdoar.
Rendam homenagens do oriente ao ocidente
tragam perfume e incenso
para celebrar o brilho intenso
o brilho da mais linda estrela.
E ainda que outros reis não queiram,
é a força de um Deus...
ninguém pode detê-la!

sábado, 8 de dezembro de 2012

ERA UM DIA COMO OUTRO QUALQUER...

( imagem Tribunadehoje.com )

Vamos fazer um natal diferente?

( recordando 1985 )
Tudo estava no seu lugar. O asfalto, as árvores, ainda dava para ver alguns passarinhos e borboletas no ar, apesar da fumaça. As pessoas cumpriam a rotina, andando pra lá e pra cá, em busca de não sei o quê. Buzinas e vozes se confundiam. Carrões e mendigos se distinguiam. O luxo e o lixo dividindo a mesma calçada. Nas lojas, liquidações. Nas ruas, a vida também parecia não valer muito, estava em liquidação. De um lado um arranha-céu imponente zombava do barraco do outro lado na favela quase tão alto quanto o edifício. Shopping center lotado. Os botecos também. Num só cenário, o trem e o avião. Gente chegando, gente partindo. Gente chorando, gente sorrindo. Gente amando, gente sozinha. O seguro que garante o carrão do doutor, o gás que acaba na hora do almoço preocupando a dona de casa que espera o seu amor. Rimei sem querer. Mania de poeta ou intuição, sei lá. Tudo isso colorindo e compondo uma selva de concreto, uma selva de contrastes. Uma selva de um animal frio e estranho chamado homo sapiens. É... a lei da selva é dura. Quem tem a boca maior engole o outro. E domingo vão à igreja rezar. No fim do ano trocam até presentes.
De repente, um rapaz, magro, claro, cabelos enrolados (qualquer semelhança com o autor é mera coincidência), destacou-se naquela mesmice selvagem, subindo num pequeno palanque que improvisara. Trajava roupas simples, palavras simples também... e ideias estranhas. Tinha nas mãos um megafone e no peito uma vontade de gritar. Nos olhos parecia carregar um sonho, um brilho diferente. Chamou a todos de irmãos, pedindo atenção aos transeuntes, conseguindo aos poucos reunir um grupo de curiosos à sua volta. E falou muito. Forte e alto. Falou da igualdade entre os homens tão lindamente estabelecida por uma tal de ONU e tão tristemente esquecida pela mesma. Lembrou Luther King e Gandhi. Mas lembrou Hitler também. Citou os heróis como Tiradentes e os covardes também. Mas frisou, não precisamos mais de heróis, precisamos apenas que cada um faça a sua parte. Mandou ver as coisas simples, onde habitam Deus e a felicidade. Mirar o sol, as estrelas, o ar, e sentir DEUS. Pediu respeito às crianças. Mandou desligar somente por um dia as antenas parabólicas e ligar as antenas da sensibilidade. Que as peles são diferentes, mas todo sangue é vermelho. Que pessoas nasceram para brilhar e que o mendigo deitado na esquina é apenas um sintoma de que a sociedade faliu, perdeu para si mesma. Que a paz precisa sair dos slogans e ir direto ao coração, célula-mãe de toda uma sociedade. Que o segredo está no domínio do ego. Falou que a guerra é uma burrice e quem pensa ter vencido também fracassou. Não há paz real se não for geral. E falou, falou e falou... mais e mais. Até ficar rouco.
E tudo permaneceu no seu lugar. O asfalto, as árvores. Os carrões e os mendigos. O shopping estava intacto. O barraco talvez não, porque o barraco morre um pouco a cada dia. Enfim, pessoas "rotinando". Tudo igual.
Ele???
Meia hora depois, estava numa camisa de força, trancado num hospício.
Acharam mais fácil chamá-lo de louco.



domingo, 2 de dezembro de 2012

UMA NOITE DE PETER PAN


Incrível como meus textos e poemas de épocas distintas se encontram.
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Sempre fui maravilhado com mundos encantados das fábulas e historinhas infantis. Adorava o tradicional... “era uma vez num reino distante...”. Eu pensava: “Num reino distante estão acontecendo coisas”. Ou. “O reino é distante, mas lá as coisas são possíveis”. Eu sempre fui um menino diferente. Claro que brincava igual os outros, de bola, de pipa, de bolinha de gude, de pique, mas às vezes no meio da criançada, eu me afastava, sentava numa pedra qualquer e ficava igual gente grande pensando, meditando. Quase sempre algum menino me chamava à atenção: “Tá dormindo, Carlos?”. Lá no meu bairro, bem no fim mesmo, tinha uma espécie de barranco enorme, quase um abismo, onde a gente brincava de escorregador. Já bem longe passava o rio, e depois do rio, a floresta. Gostava de ficar ali sozinho, sentado, contemplando. Passava horas, desenhando e escrevendo frases bonitas na terra. Eu já era um poetinha. Tinha dia que voltava quase de noitinha.
Sobre os mundos encantados, destaco dois em especial. “Alice no país das maravilhas”, o único livro que já li duas vezes, sem contar as vezes que gostava de ler só trechinhos esporadicamente. Gostava de Alice, por causa do espelho. Sempre lidei muito com espelhos, seja nos meus momentos de viagens íntimas, tristonhas e narcisistas, de vaidade, arrumando o cabelo me dizendo que eu era lindo... ou mesmo nos momentos de brigar comigo mesmo quando fazia burradas. Era no espelho que eu me dizia as coisas e era no espelho que eu sonhava também. Eu me imaginava num país de maravilhas, onde as chances fossem iguais e todos os sonhos fossem possíveis. Mas meu preferido era Peter Pan. O menino que se recusava a crescer. Que apenas abria os braços e voava para aonde queria. Quantas vezes me deu vontade de decolar daquele abismo, sobrevoar aquela floresta, fazer plim plim estalando os dedos como meu herói mirim. Uma Sininho do meu lado ( sempre uma presença feminina) jogando em mim o pó mágico da esperança e da ousadia. Eu só não entendia ou não gostava muito é de chamarem de “terra do nunca”. Se tudo era possível por que chamar de “ nunca”? Isso me frustrava um pouco, pois pensava: “Primeiro me deixam sonhar, depois dizem que é nunca”. Felizmente prevalecia o espírito sonhador e aventureiro de Peter Pan. Quanto mais diziam para eu não sonhar, mais eu sonhava. Quem me podava, não sabia que na verdade estava me injetando mais ânimo e força, mas eu sei também que as pessoas nos podam porque gostam da gente, e veem excessos que nós mesmos não percebemos... nem mesmo na frente do espelho. Por isso aprendi a gostar também das pessoas que me podam, de certa forma me sinto guardado, afinal eu mesmo não sei cuidar muito de mim. Como meu heroizinho Peter Pan, acho que eu também não cresci muito, isso às vezes é um pouco triste, mas não foi porque me recusei a crescer, acho que isso já nasceu inserido em mim. E mesmo isso sendo um pouco triste, é quando me sinto maior: quando sou inocente, quando não percebo coisas adultas. Além do mais tem gente que gosta do meu jeito.

UMA FADA PARA O MEU SONHO
Haverá uma fada para cada sonho.
Foi Peter Pan quem me disse.
Nos versos que componho, a ele me assemelho.
Aprendi a enxergar além do espelho,
quem me ensinou foi Alice.
Ah, meus anseios. Devaneios. Afãs e afins.
Zombam de mim porque meus sonhos são mirins.
Ora, e daí, se é neles que me consolo?
Criticam-me porque ainda peço colo,
como se fosse proibido chorar.
O céu também chora em dias cinzentos e nem por isso vai acabar.
Nos campos há tantas flores e essas flores têm espinhos e perfumes,
nem por isso vou matar o jardim.
assim também são os amores que têm alegrias e ciúmes
também não vou matar o sentimento que há em mim.
Aprendi com Peter Pan
na minha Terra do Sempre
a buscar um novo amanhã,
não sei viver sozinho
sem palavra mágica e sem plim plim
ainda encontro minha Sininho.
Acredito no que faço, no que sou, no que componho.
Sei que vai existir uma fada para o meu sonho.