ESCREVER É DIVINO!

ESCREVER É DIVINO!
BONS TEMPOS EM QUE A GENTE PODIA VOAR. ERA MUITO BOM SER PASSARINHO.

CAMINHOS DE UM POETA

CAMINHOS DE UM POETA
Como é bom, rejuvenescedor e incentivador para o poeta, poder olhar para trás e ver toda a sua caminhada literária, lembrar das dificuldades, dos incentivos e da falta deles, da solidão de ser poeta e do diferencial que é ser poeta. Olhar para trás e ver tudo que semeou, ver uma estrada florida de poesias, e dizer: VALEU A PENA! O poeta vai vivendo, ponteando, oscilando, e nem se dá conta da bela estrada que escreveu. Talvez ele não tenha tempo porque o horizonte o chama, e o seu norte é... escrever... escrever... escrever. Olho hoje para trás... não foi fácil, mas também ninguém disse que seria. E eu sabia que não seria, ser poeta não é fácil, embora seja lindo. Contemplo a estrada que eu fiz, e digo com orgulho quase narcisista: Puxa... como é linda minha estrada!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

AVENTURAS DO CARLOS - UM TOQUE DE BRUXO BOM


É evidente que as crianças de hoje são diferentes das do meu tempo, acreditávamos em estórias de terror como, lobisomem, mula sem cabeça, etc, por isso fiz esse pequeno teste com meninos de hoje. Esse caso tem uns dez anos. Do lado de minha casa havia um lote vazio, os meninos fizeram até um campinho lá, inclusive eu brincava de vez em quando com eles. Noite sem lua, alguns postes apagados, o cenário ficou perfeito para meu plano. Fiz de uma abóbora uma cabeça de caveira com olhos e boca. Fiz um buraco em cima e pus uma vela acesa. Quem do meu tempo não fez isso um dia? O lote era sempre escuro, devido ao matagal, dividindo o espaço com o campinho. Coloquei a caveira sobre o muro, fiquei do lado de dentro, na escada esperando algum menino passar. De repente vi uns meninos, talvez vindo de alguma festinha, e me preparei, com o rosto atrás da caveira. Começaram a dizer baixinho. "Olha lá... que negócio esquisito. Parece que está pegando fogo". Outro. "Parece uma cara, uma bruxa". Mais um. "Coisa feia! Ai, meu Deus. O que é aquilo?". Ficaram do outro lado da rua agrupados. "Vamos lá perto?". Outro. "Tá doido? Eu vou é pra casa". Um mais esperto disse. "Seus medrosos. Tá parecendo mais é uma lanterna, uma tocha. Vou lá ver". Pegou umas pedras no chão e veio, os outros desconfiados, vieram atrás em passos indecisos, murmurando. Quando chegaram a uma meia distância, eu que tenho uma voz forte, soltei um urro enorme, agitando a caveira, e só vi meninos correndo apavorados, gritando, chorando, passando sobre os outros que caíam. Tive dó de um menorzinho que não teve forças pra correr tamanho foi o medo, chamando pela mãe. Menino em perigo sempre chama pela mãe. Pensei. "Coitado, deve ter feito xixi na calça". A vela acabou apagando por ter agitado tanto, eles ficaram lá longe na esquina ainda tentando entender. Levantei a cabeça sobre o muro e gritei. "Ô, cambada de 'oreia'. Sou eu, o Carlos". Vieram protestando. "É, né Carlos? A gente não vai deixar você brincar mais com a gente". Saí à rua levando meu brinquedinho, e depois de gozá-los demais, cada um pegou na caveira, admirando a novidade. Acabei contando como era antigamente e um disse. "Devia ser bem legal no seu tempo, né Carlos?". Respondi. "Era sim. Mas o tempo de vocês também é legal. Todas as épocas são legais, a gente é que tem que fazer valer. Só têm que saber aproveitar, brincar muito, estudar, porque tudo isso passa e não volta mais. Respeitar os colegas e os mais velhos". Achei mais legal que o novinho, que realmente fez xixi na calça, estava com a caveira na mão e perguntou. "Posso levar pra mim?". Não só ele, mas todos, levaram muito mais que o objeto da caveira, levaram nas mentes a visualização de um tempo que talvez gostariam de ter vivido. Só espero que tenham aproveitado seu próprio tempo.

sábado, 28 de maio de 2011

SOBRE OS SONHOS


( imagem árvore-mágica- sitededicas.uol.com.br )
Toda obra, todo feito, toda conquista, nascem de um sonho, de uma idéia. Quando você tem uma idéia, automaticamente vislumbra o sonho pronto, mesmo vendo-o ainda distante. Vamos simbolizar numa árvore. O sonho é a semente, o embrião, o Big Bang de sua conquista, a partir dali tudo começa a acontecer. Como toda semente precisa ser regado todos os dias, mas o principal não é só regar, é importante que você ao regar essa semente, essa plantinha, vislumbre todos os dias sua árvore florida e frutuosa. Por quê isso? Para que não perca seu sonho de vista. Regar é muito mais que jogar água. Isso explica porque algumas pessoas fazem jardins e plantações e não vingam, e nas mãos de outras florescem que é uma beleza. Sim, porque estas, fizeram com carinho. De vez em quando você vai olhar a plantinha e pensar que ela está desanimada, murcha e tem vontade de parar, mas daí a importância de estar sempre vislumbrando-a florida, pois ela é reflexo do que se passa dentro de você. Passe energia positiva para seu sonho. Cerque-se de pessoas amigas e incentivadoras, porém se alguma outra disser que seu sonho não vai dar em nada, não use isso contra si mesmo como desânimo, use como um incentivo a mais. Com um detalhe, não para provar àquela pessoa que você é capaz, e sim para provar a si mesmo que não fraquejou à primeira crítica negativa. Por outro lado não atropele pessoas por causa de seu sonho, o sonho precisa ser uma coisa pura, honesta, os fins não justificam os meios. Outro detalhe. Seja humilde na vitória, sucesso não combina com arrogância ou velhas mágoas, lembre-se de que os grandes nomes da história, os gênios, cientistas, escritores, artistas, pregadores, foram humildes e deixaram grandes legados. Acima de tudo, esteja preparado para o seu sonho. Não vá alcançar o tesouro e jogá- lo no lixo. Não pense que tudo acabou só porque a árvore floriu, saber desfrutar também é muito importante. Chame os amigos, comemore, cante, dance, porque a árvore que você vislumbrou lá no passado, agora está à sua frente. Deixe que a árvore de seu sonho sirva de sombra à muitas pessoas. Senão nada disso terá valido a pena. Com licença, vou ali regar uma plantinha.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CONTEMPLAÇÃO DO AMOR


( recados-orkut.net )
Como aurora resplandecente
que anuncia mais um dia,
como o sol nascente
que desenha uma poesia.
Como o vermelhidão do por do sol
repetindo a cena do arrebol
preparando a estrada para a lua cheia
que sem origem, sem destino e sem pressa, vagueia
porque sabe que o céu é todo seu.
Mais uma vez no infinito a poesia aconteceu.
Como a grandeza do mar
com seus incontáveis grãos de areia
com suas ondas num vai e vem a bailar
numa valsa que só quem ama sabe enxergar.
Com emoções...
como um parque de diversões.
Como um rio manso mesmo sendo de águas turvas
que se desvia das pedras em sinuosas curvas
sabendo aonde vai dar.
Pleno, vibrante, sereno
Repleto, brilhante, completo.
Parceiro,
metade com metade fazendo um inteiro,
Exclusivo, único, altivo.
Que sejam dias sem fim.
Que esse amor seja assim!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

DESENHOS MUITO ANIMADOS PARTE II - EXPLICANDO


Amigos, sobre post anterior, quis fazer uma sátira com os desenhos. Antes de qualquer coisa quero dizer que amo desenhos animados, quadrinhos principalmente, não consigo dissociar minha infância/adolescência das estorinhas em quadrinhos, eu tinha pilhas de revistas, colecionava, trocava, e arrisco dizer que contribuíram muito para eu ter uma boa leitura e uma boa escrita hoje, além de expandir minha imaginação. Como esquecer as aventuras do Patinhas em busca de tesouros? O SuperPateta que come um amendoim e viaja pelo espaço, O Professor Pardal que torna todos os sonhos possíveis com suas invenções malucas. Soma-se a elas os contos infantis como Pequeno Polegar, Peter Pan, as fábulas de Monteiro Lobato, acho isso um mundo maravilhoso e foi nele que eu cresci, me permitindo não ser tão ligado ao mundo real, onde todo mundo tem que ser igualzinho. Sobre os heróis, falo com certa autoridade concedida a mim por mim mesmo, porque sei a estória da origem de quase todos eles. Sei como Superman veio parar no Planeta Terra, porque o milionário Bruce Wayne resolveu combater o crime, como o Tarzan foi parar na selva, surgimento do Capitão América, do Demolidor, a mutação genética do Hulk e outros tantos. Tirando alguns excessos como no caso do Tarzan com a Chita rs rs, o resto não inventei nada... e eu provo, nunca escrevo o que não sei. Não fui eu quem inventou que Batman e Robin têm um caso. Cansei de ler estorinhas e morrer de raiva, porque a Margarida preferiu o Gastão, um cara chato, sortudo e metido, em lugar do Donald um azarado, mas que a ama verdadeiramente. A atriz que interpreta Shena declarou-se lésbica. Problema dela, mas eu não inventei. E a Mulher Gato dá em cima do Batman sim, é explícito nos filmes. E no caso da Mônica e Cebolinha, mais uma prova que não inventei nada, minha amiga Vivian do “Flores e Livros” (Obrigado,Vivian), até me ajudou, dizendo que eles já cresceram e até se beijaram. Se até Mônica e Cebolinha cresceram, estou ficando velho. Em termos gerais, foi só uma sátira e toda sátira, assim como a caricatura, tem um pouco de exagero. A sátira é uma caricatura escrita. Estou explicando isso para não parecer que falei mal dos meus herois e heroizinhos, porque tinha vontade de ser um pouco de cada um deles. Acho que sou porque só o poeta tem o super poder de viajar por todas as esferas e dimensões.

terça-feira, 24 de maio de 2011

DESENHOS MUITO ANIMADOS


Há um tempo vi um pedagogo importante dizer que os desenhos animados e os quadrinhos têm sensualidade e violência. Violência eu já sabia. Fiquei em dúvida na época se concordava com ele, até porque não citou exemplos. Com bom humor, hoje digo que concordo, mas darei detalhes. A Margarida namora com o Donald, mas de vez em quando sai com o convencido, metido e sortudo Gastão. Pôxa, o Donald é tão gente boa, não merecia isso. A Olívia Palito namora com o marinheiro boa praça, o Popeye, que faz mundos e fundos para ela, mas ela anda dando bola pro grosso do Brutus. A Minie diz que ama o intelectual, o investigador Mickey, mas vive dando brecha pro falastrão do Ranulfo. O que há com essas mulheres afinal? Não gostam de bons moços? Esperto e certo mesmo é o Zé Carioca. Mexeu com a Rosinha dele, o bicho pega. A Clarabela dá até bola pro Pateta, acho até que ela seria fiel, mas ele é sonso demais, nem percebe. A Mônica e o Cebolinha, dizem que o Maurício, de quem sou fã, vai colocá-los em idade juvenil e vão dar o primeiro beijo. Essa eu pago pra ver. Tomara que a Mônica lhe dê um belo de um beijo de língua, a ponto de arrepiar ainda mais seus cinco cabelinhos e ele nunca mais vai chamá-la de dentuça. E tomara que o Cascão aprenda a tomar banho para criar uma rivalidade aí. Sem banho ela não vai querer. Aí vocês vão ver dois amigos de infância rolarem na terra. Mudando para os herois, imagino Tarzan e Jane fazendo loucuras naquela selva, ela com aquelas coxas de fora, de tanguinha. Prepara o cipó,Tarzan, que a fera está solta. Dizem as más e as boas línguas que os dois fazem um triângulo amoroso com a Chita. Tem lógica porque antes da Jane aparecer, ele já morava com a macaca. E a Mulher Maravilha com aquele modelito apertadíssimo mostrando suas curvas e seios em sutien meia taça? Ainda bem que o Super Homem é de aço, porque a Mulher Maravilha é um mulherão. Quer mulher mais sexy e fatal que a Mulher Gato, com aquelas roupas coladas, dando em cima do Batman? Só que parece que ele prefere o Robin. Bem isso é direito dele. Assim como a Shena que deve papar todas aquelas guerreiras. Aqui pra nós também, a Mulher Gato é bem piriguete, né? Ai, que medo he he! O Hulk nunca vai pegar ninguém, só anda mau humorado e de roupa rasgada. Qual mulher vai querer isso? Além do mais que cama vai aguentar? E mesmo se fosse no chão, qual mulher aguentaria o movimento de quadris de um cara daquele tamanho? O autor tinha que criar uma Hulka pra ele, coitado. Talvez por isso ele anda tão nervoso, não pega mulher. Thor, esse é meio doidão, mulherengo, beberrão, não quer compromissos, mas pega um bocado de mulher. O cara é pinta. Alto, loiro, cabelos nos ombros e está sempre de martelo para cima. No final, eu gosto mesmo é do Homem Aranha. Apesar de heroi, é um jovem universitário, cheio de contas e problemas, divertido, enrolado, mas ama Mary Jane. Só não gostei no filme em que ele a fez chorar, repetindo uma cena de cabeça pra baixo, beijando uma moça, tal qual fizera com ela no filme anterior. Juro que antes da cena se concretizar, falei assim olhando pra tela. "Pô cara, não faz isso".
Bem, é assim que eu vejo o mundo dos quadrinhos e imagino que os autores colocam ali o que se passa dentro deles, assim como o poeta, que também pensa que é heroi e põe no papel sua identidade secreta... porque a vida real é uma máscara só.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

AVENTURAS DO CARLOS - UM SAPATO EM CADA PÉ




( Brad Pitt que se cuide )

Minha mãe sempre disse. “Não quer, tem quem quer”. A garota morava a uns três quarteirões do meu e a gente começou a flertar. Passava do outro lado da rua jogando olhares e charmes e afastava-se num andar malicioso. Trabalhava numa loja de calçados e eu queria muito comprar um tênis recém lançado, claro que fui unir o útil ao agradável. Cheguei, ela praticamente atropelou as outras vendedoras. Muito cheia de graça, deu bom dia, perguntou o que eu desejava. Pensei.”Ah se eu pudesse falar”, rs rs. Respondi apontando para o tênis na vitrine, adiantei que era número 39 ( pé delicado), ela foi rapidinho, pôs no balcão, e sempre sorridente pediu meus documentos e contracheque. “Em quantas vezes você vai querer?”. Pensei de novo. “Ah se eu pudesse falar”, é evidente que se referia às prestações. Falei. “Três vezes”. Ainda meio abestalhado, tirei os documentos e entreguei-a. Simpaticamente pediu licença, subiu uma escada onde tinha um letreiro “CREDIÁRIO”. Passados uns dez minutos desceu, agora não mais sorridente, com semblante pesado e mau humor. “Seu crédito não foi aprovado”. Minha cara foi ao chão. Que vergonha! Fosse só a vergonha estava tudo bem, ela mudou toda comigo, foi grosseira, passou a me tratar com desdém. Fui embora mais chateado com isso do que pela vergonha do crédito não aprovado. Ela me decepcionou, nunca espero isso das pessoas. Não nasci com essas maldades. O tênis era caro, eu até tinha o dinheiro para comprar, mas tinha um bocado de despesas em casa. Dali uns dias ela virava o rosto pro outro lado, nunca mais me cumprimentou. Aquilo foi mexendo comigo. Ora, além de modesto, eu era um dos rapazes mais bonitos do bairro ( na minha opinião só perdia para dois), quem aquela menina pensava que era? Resolvi sacrificar e voltei para comprar o tênis. Cheguei lá mais cheiroso que Brad Pitt, passei pelas vendedoras, fui até ela que me cumprimentou com um obrigatório bom dia. “Quero comprar aquele tênis”. Ela estranhou e disse. “Mas você não esteve aqui semana passada?”. Deduziu que meu crédito não seria aprovado de novo. “Sim, mas eu quero o tênis e estou com pressa”. Vacilou uns segundos, mas como funcionária, não podia deixar de me atender e meio nervosa pediu os documentos. Enfiei a mão no bolso, tirei o dinheiro, abri em leque e respondi calmamente. “Não serão necessários documentos, vou levar à vista, mas quero outra vendedora, pois você atende muito mal ”. Uma que parecia ser gerente, interveio. “Algum problema?”. Respondi. “Não. Quero levar um tênis, só que desejo outra vendedora”. A garota ficou branca. Rapidamente veio outra, comprei e paguei. No cantinho, a gerente em murmúrios parecia lhe chamar atenção. Saí com o tênis debaixo do braço cantando. “lé com lé, cré com cré, um sapato em cada pé”. Depois fiquei meio com remorso, não sou de fazer isso, mas aquela garota merecia uma lição. As pessoas têm de gostar de mim pelo que sou e não pelo que tenho. Com meus defeitos e qualidades, defeitos principalmente, pois amar o que é belo, é muito fácil.

sábado, 21 de maio de 2011

VALE A PENA LER DE NOVO - HOJE EU PRECISO DE UM ANJO


Alguns já conhecem, mas não se importarão de ler de novo, gente finas que são. Quem não conhece, vai conhecer. Essa também é uma das Menções Honrosas. Foi feita numa noite de intensa solidão, já em Porto Seguro, mas como eu sempre digo, o poeta faz da dor, a sua flor. Foi assim com AQUI JAZ UMA FLOR, com FÊNIX e outras. Acabou me rendendo uma premiação. É assim mesmo... tem dias que a gente quer que um anjo venha e nos leve pro espaço.
(Para ampliar a imagem é só clicar )
(A imagem é de Edna Lima, querida amiga conterrânea, que teve carinho espontâneo de emoldurar o poema.Muito Obrigado, Edna!!!)
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HOJE EU PRECISO DE UM ANJO
Hoje eu preciso de um anjo
ou de alguém que se porte como um
que me faça viver um sonho incomum.
Que me leve em suas asas por aí
Que não me deixe sozinho aqui
Que faça de mim a sua casa.
Que me diga coisas ao ouvido
que eu nunca tenha ouvido...
ou perdido no relógio do tempo.
Hoje eu preciso de um anjo que me leve
que me faça leve como o vento
Que saiba conhecer meu pensamento.
Que renove minha esperança
Que me leve aonde meu olhar não alcança.
Que me faça um alvo possível, palpável
Hoje eu preciso de um anjo... um anjo amável
mas que saiba distinguir o homem, o poeta e o menino
com todo meu desatino. com toda minha inconstância.
Hoje eu preciso de um anjo
em qualquer dimensão, em qualquer instância
que me chame de amado, de amante e de beija-flor
de namorado, de amigo
e que depois desse voo, ele pouse
repouse comigo no meu leito de amor.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VALE A PENA LER DE NOVO - CARLOS E CARLITOS


( imagem google- cenas do filme O Grande Ditador- Charles Chaplin )
Agradecendo as palavras de todos pela premiação, lembrem-se que disse que recebi ainda duas Menções Honrosas no mesmo concurso. Com muita alegria, recordando uma delas:

CARLOS E CARLITOS
Se a flor é bela, a tristeza espanca.
Se o espinho fura o peito,
Não tem mais jeito,
a dor não estanca.
Mas não quero cultuar a tragédia,
prefiro a comédia.
Quero sair brincando como Chaplin
que zombou do grande ditador
tratando o mundo como uma bola
de chicle e de amor.
Não quero ser abutre, quero ser beija-flor.
Tristezas quero esquecê-las.
Não quero ser estrela solitária
que diz mais NÃO do que SIM
brilhando num canto qualquer
quero dançar com todas as estrelas
deitar no colo da lua, chamá-la de mulher
e que no brilho daquela rua
tenha um pouco de mim.
Com um simples ‘toquinho’ de lápis de cor
eu desenho uma aquarela.
Abro a janela de manhã e vejo uma grande tela.
O menino faz arte
porque a vida está em toda parte.
É assim que meu coração brilha...
na intensidade de Clarice, na ternura de Cecília
na paz de Lennon, na igualdade de Luther King
porque a vida é um parque, não um ringue.
Tirando as pedras como Drummond
no olhar simples de Gandhi.
Viver é magia, é muito bom...
ainda que a tristeza seja grande.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

UM MENINO MUITO FELIZ- MIMOS DE DEUS

Olá, amigos. O título acima não podia ser mais apropriado, pois é assim que estou me sentindo: um menino muito feliz. Recebi uma ligação ontem me informando que fui o 2º colocado no FESTIVAL ESTADUAL DE POESIA, promovido pelo CLESI- Clube dos Escritores de Ipatinga, um importante clube cultural mineiro, sendo referência até no site do próprio governo do estado. O Clesi existe há 25 anos, cheguei a participar das primeiras reuniões, mas mudei-me de cidade. Porém nunca deixei de participar dos concursos, alcançando em 2004 e 2008, duas vezes o honroso 8º lugar. Ah... e tem mais. Ainda recebi duas Menções Honrosas, com CARLOS E CARLITOS e HOJE EU PRECISO DE UM ANJO. A premiação vai ser dia 07 de julho, claro que vou tirar fotos e mostrar no blog aos amigos. Abaixo, a premiada...

MIMOS DE DEUS
Tão linda é a cachoeira
exibindo sua cabeleira
inundando de beleza meu olhar.
Como não admirar?

Tão graciosas as borboletas
de mil cores e facetas
bailando sobre os jardins
namorando os afins.
E eu estou muito afim...
de ver o sol rodeando o girassol
de soltar o passarinho que há em mim.
Eu tenho asas
quero morar na casa daquele anjo querubim.

Ah! A noite!
A lua e as estrelas, adornos noturnos
numa perfeita parceria, dançam em sintonia
e me fazem esquecer pesadelos diurnos.
E eu faço uma poesia.
Não, não faço. Apenas retrato, desenho um retrato,
repasso para o papel
a poesia pronta que vem do céu.
A cachoeira, o sol, a lua, o poeta e a borboleta...
mimos que Deus fez para enfeitar o planeta.

sábado, 14 de maio de 2011

CHAPEUZINHO VERMELHO MODERNA ( RESPOSTA AO LOBO MAU )


( imagem google )
O bosque está tão frio
não sejas bobo
entra pro meu quarto, seu lobo
mostra teu cio
Vem logo, vem
estou no cio também.
Não me poupes de de amar-me, devorar-me,
de maneira desenfreada
com essa boca gulosa
com essas mãos ousadas
minhas entranhas estão ansiosas
por sentir tua brasa
que me invade, arde
e me faz levitar como se eu tivesse asas.
Já que sou tua presa fatal
não sejas mau, sejas bonzinho
o que quiseres, aceito
darei-te peito, darei colinho.
Vem logo, lobinho, vem.
Garanto-te... podes me prender,
mas serás presa também.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

UM LOBO NÃO MUITO MAU


UM LOBO NÃO MUITO MAL

Vamos brincar de lobo mau?
Prometo ser um lobo legal.
Mais precisamente um lobinho
Desses que pedem carinho, colinho
Do jeitinho que você gosta.
Para cada pergunta uma resposta.
Pra quê servem meu olhos grandes? Pra lhe fitar,
admirar sua beleza.
e chorar de tristeza
quando você não está.
Pra quê servem meus ouvidos?
Pra ouvir seus gemidos, seus ais
me pedindo sempre mais.
Pra quê essa minha boca gulosa, ansiosa?
Ora, pra lhe beijar, lhe cantar, lhe falar
coisas que lhe deixam deliciosamente nervosa.
E essa mão atrevida?
Pra lhe fazer poesia
Pra lhe tocar com ousadia,
alisar seu rosto, despertando-lhe o gosto de amar.
Por isso nossa cama ferve
porque a gente sabe brincar
E minha língua pra quê serve?
Pra sentir o seu paladar.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

ROCK IN RIO? TÔ DENTRO!!!


ROCK IN RIO. GUNS N' ROSES. 02 de outubro de 2011
Em 80 eu não pude ir , mas nessa tô dentro. Só um pouqinho mais velho rs rs.

"Mãe, tire o distintivo de mim, eu não posso mais usá-lo. Mãe, tire as armas de mim, não posso mais atirar"

domingo, 8 de maio de 2011

PARABÉNS, MAMÃES



Mãe é algo tão especial que precisou existir uma mãe para nascer o Filho de Deus. Deus com certeza encontraria outros meios, mas preferiu a graça da maternidade
( Carlos Soares )

sexta-feira, 6 de maio de 2011

AVENTURAS DO CARLOS- EU TINHA UMA RADIOLA


( imagem google )
Adianto aos corações moles como eu que essa é uma história com final triste. Eu tinha uma radiola. Linda! Enorme, na horizontal ocupava meia parede ou mais! Dourada! Marca ABC! Tinha um som incrível. Pegava rádios de quase todo o Brasil com uma nitidez impressionante. Eu gostava muito de rádio, às vezes ouvia programações de SP, Manaus, Paraná, RJ, enfim, um monte. Começavam a aparecer os aparelhos três em um, a radiola começava a ser do passado, já era relíquia, e vez ou outra, alguém mais velho vinha oferecer dinheiro. Eu recusava de pronto, afinal era nela que eu passava meus lp’s, e minha casa era ponto de encontro da turma. Eu chegava do trabalho, fosse às 14h, fosse às 20h, já tinha amigos me esperando na porta. “Ô Carlos, viemos ouvir música, pôe aquela, passa aquela outra”. Às vezes comia no meio fio, ouvindo e conversando com eles. Alguém gritava da janela vizinha. “Ô Carlos, repete essa aí pra mim”. E eu repetia quantas vezes fossem necessárias, gostava de agradá-los. Algumas vezes, com sono, pedia à minha mãe para dizer que eu não estava. Que nada! Invadiam a casa e iam ao meu quarto me acordar. Não tinham som em casa? Claro que tinham, até sofisticados, mas todo mundo queria ouvir minha radiola. Ou seria pela minha companhia? Minhas irmãs podiam mexer à vontade, desde que a mantivessem sempre limpinha, e estava mesmo sempre brilhante. Minha radiola não tinha preconceitos, passava qualquer música. A missa, as caipiras de minha mãe, A Voz do Brasil que ela gostava ainda do tempo de meu pai, as românticas de minhas irmãs, as variadas dos meus amigos e meus rocks. Um dia senhor Mário passou. “Gostei do bolero que estava tocando aí ontem. Dá pra repetir?”. E eu. “Sinto muito, era rádio, seu Mário. Se o senhor comprar, eu passo”. Mas dava 22h eu desligava ou abaixava por causa da lei do silêncio, eu era respeitador.
Um dia por motivos financeiros, vendi a radiola. Vi um anúncio no jornal: “Sou colecionadora. Compro antiguidades... etc etc... pago bem”. Por coincidência, ou sei lá se fiz meio de propósito, ninguém viu a compradora, um senhora
rica, muito bonita ir à minha casa buscar já um pouco tarde da noite. Eu nem pus a mão, não quis olhar, dois empregados dela pegaram, ela me deu dinheiro e se foi. Uma boa grana, dava para pagar boa parte das contas. No outro dia, chegando do trabalho, tinha três amigos na porta esperando e um disse. “Trouxe um LP pra gente ouvir, só de internacionais”. Falei que não tinha mais radiola e duvidaram. Entraram na sala para verificar e mesmo vendo só a marca dela na parede, não acreditaram. Contei por quê, ficaram tristes e solidários comigo. Nos dias seguintes, eu sem graça, sentado no meio fio via lá esquina, um ou outro ainda desavisado chegando com lps na mão e quando eu contava, ficavam chateados, não comigo, mas por mim. Teve um que disse. “Se tivesse falado, a gente fazia uma vaquinha”. Quase chorei sentindo o amparo do amigo. “Esquenta não, meu camarada. A vida da gente não se resume a uma coisa só. Uma radiola, é só uma radiola. Vocês não estão aqui?”. Sei que a gente não pode se apegar demais às coisas materiais, mas só eu sei o que senti dizendo isso. Talvez nem tanto pela radiola, acho eu eu tinha era medo de que minha casa se esvaziasse. Felizmente isso nunca aconteceu.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

O AMOR TEM PSEUDÔNIMO



Assim rapidamente podemos dizer que pseudônimo é um nome fictício, paralelo ao nosso nome real, mas não tão assim fictício, porque escolhemos pseudônimos que se identificam conosco. Eu sempre gostei de dar nomes e cores às fases da vida, às coisas e às pessoas. Eu mesmo tive vários pseudônimos conforme alternância de momentos vividos, até se firmar num só, que é o Menino Beija-flor.
SUA TIMIDEZ
Eu já amava você,
mas quando beijei seu rosto pela primeira vez
me deu muito gosto ao ver sua timidez.
Você foi ficando vermelha, sem jeito.
No meu peito uma centelha dizia para mim:
Ainda existem meninas assim.
Confesso...
mais que apaixonado,
fiquei desarmado.. talvez até mais que você.
Balançou o meu ser como ninguém.
Acabei ficando tímido também.
Mutuamente foi um misto de sensações, de vibrações.
Adolescentes novamente por obra do destino
Você, menina-flor-mulher.
Eu, homem-poeta-menino.
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QUASE MENINA
Sabe em você o quê me fascina?
É que você é uma quase menina.
Na forma como me chama.
No jeito de sorrir e quando me ama.
Na hora do amor
parece um botão em flor
que trato com carinho
regando com beijinhos
e assim ganho seu perfume.
Mas se brigo, corro perigo, só escuto queixumes.
Mas se é você quem briga
corro um perigo ainda maior,
pois com medo de ficar só
tudo em mim se desatina.
Vejam só, minha doce sina...
fui gostar de uma quase menina.
Vou seguindo seu carisma
vivendo sob seu prisma que me domina.
quem diria, experiente que sou
cedendo a uma quase menina.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

OBAMA X OSAMA

Até que rimou, mas eu prefiro rimas de poesia. O homem mais procurado do mundo foi morto. Alguns pontos precisam ser realçados:
Desde 11/setembro/11 o mundo nunca mais foi o mesmo. Os Estados Unidos ensandecidos pela guerra, isso é histórico, afinal eles estiverem em todas as guerras da humanidade, e também pelo petróleo, com aquiescência da ONU, com pretexto de combate ao terrorismo, promoveram uma invasão ao Iraque e lá deixaram, além de muitos soldados e civis mortos, mais de 400 bilhões de dólares de custo da guerra. Pronto, não acharam indícios de práticas nucleares no país, mataram o Saddam que era o alvo, mas é claro que mesmo sendo uma potência, não suportaram despesa tão grande e acabaram indo à falência, provocando efeito dominó no mundo todo, afinal, os EUA são ou eram os grandes compradores mundiais. Outro... terrorismo infelizmente não acaba nunca, são idealistas radicais, mata um, brotam mais, ou seja, preparemo-nos para ver na tv mais cenas de sangue, a morte de Osama vai desencadear uma série de atentados. Outro... os Eua não são santinhos, muitos pequenos países se sentem oprimidos, numa outra forma de terrorismo, só que alguns desses países não aceitam a intromissão americana em seus problemas étnicos, religiosos e/ou petrolíferos, daí surgem esses movimentos antiamericanos e monstros como Bin Laden. Na Líbia acontece algo estranho. Os norte americanos apoiam os rebeldes contra o ditador, mas não sabem nem a identidade desses rebelados, ou seja, apoiam sem saber a quê ou a quem. É um mosaico de guerra, uma colcha de retalhos perigosa, como todo o Oriente é. Quando o ditador cair, quem vai governar aquilo lá? Podem estar surgindo outros monstros por ali. Outro... os Eua são os maiores vendedores de armas do mundo. Bin Laden foi treinado e municiado pelos Eua, quando da invasão russa ao Afeganistão, inclusive correram pelo mundo imagens de Osama dentro do campo de treinamento da Cia. Criam o monstro e depois não conseguem dominar. Portanto, não criemos facetas de heróis, afinal os EUA, apenas mataram um monstro que eles mesmos criaram. Um pouco tardiamente, afinal as pessoas que morreram nas torres gêmeas eram inocentes. Para encerrar, quero destacar o ponto principal: tudo na vida é constituído de ... causa e efeito. E no caso Eua x terroristas, um ciclo de causa e efeito sem fim. Infelizmente, para a paz mundial. Sinceramente, estou com medo.
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domingo, 1 de maio de 2011

OLHOS DE POETA



Tantas coisas acontecem
quando o rio encontra o mar
ambos se oferecem
e enriquecem meu olhar.
Tantas coisas acontecem
quando o sol diz à lua "é sua vez"
de iluminar os mortais
seguindo diariamente os rituais
do relógio que Deus fez.
Tantas coisas acontecem
numa flor que abre, num vulcão que explode
num terremoto que sacode.
Tantas coisas acontecem
quando um passarinho suga a flor
os dois se merecem nessa troca de amor.
Tantas coisas acontecem quando uma estrela cai
quando passa um cometa
quando um casulo vira borboleta
e pelo mundo ela vai.
Tudo isso merece mil versos.
É assim que aos olhos do poeta a vida passa,
contemplando as maravilhas que o universo
todos os dias nos dá de graça.
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Nota: Tantas coisas acontecem dentro de mim quando faço uma poesia